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Archive for April, 2008

Podcasts que assino 1

(Parte 1 de 3)

Podcasts da C|Net

A C|Net Networks (Computer Networks Networks – sim, a sigla significa isso mesmo) é uma das poucas empresas que sobreviveram ao estouro da bolha da web em 2000. Seu principal foco é a geração de conteúdo na área de Tecnologia e Internet em geral, com reportagens, notícias e reviews. Para isso, conta com duas sedes independentes, uma no pólo da tecnologia americana, São Francisco e outra em Nova York. Um dos grandes carros-chefes da compania é o podcast Buzz Out Loud, que foi lançado em 2005 e que ganhou fama na internet ao longo dos anos. Recentemente a empresa decidiu focar seus esforços no campo de vídeos, com a Cnet TV. Todos os feeds para esses e outros podcasts podem ser encontrados na central de podcasts.

The 404 (áudio)

the404 Autoria: Randall Bennet, Jeff Bakalar e Wilson Tang. Descrição: O foco do programa é absurdamente aleatório, embora seus autores digam que discutem séries de TV, filmes e games. O humor dos três é escrachado e cheio de palavrões, que para a alegria dos ouvintes, não são bipados. A gravação ocorre quase sempre às 1h da tarde no brasil e pode ser vista ao vivo no canal do podcast no Ustream. Frequência: Diária. (segunda a sexta-feira). Duração: de 22 a 30 minutos. Tamanho do arquivo : 15 a 20 MB. Qualidade: 64 kbps.

Buzz Out Loud (áudio)

buzzAutoria: Tom Merrit, Molly Wood e Jason Howell. Descrição: Começou  com dois editores da C|Net, Tom Merritt e Molly Wood, discutindo as últimas notícias tecnológicas do dia em 10 minutos. Depois, com o prolongamento do programa, ele ganhou o a tagline “podcast de duração indeterminada”. Mais tarde, a produtora do programa, Veronica Belmont, ganhou voz e contribuiu (e ainda contribui como convidada vez ou outra) com suas opiniões e impressões até meados de Julho do ano passado, quando deixou a empresa (sua saída foi parar até na home do Digg). Nessa sexta-feira, depois de muitos testes e transmissões ao vivo das gravações pelo Ustream, eles devem estreiar a versão em vídeo. Frequência: Diário (segunda a sexta-feira). Duração: 30 a 40 minutos. Tamanho do arquivo: 20 a 25 MB. Qualidade: 80 Kbps.

Gadgettes (áudio)

gadgettes Autoria: Molly Wood, Kelly Morrison e Jason Howell. Descrição: Cada semana, um tema. Cada tema, uma mão cheia de gadgets que se encaixam nele. Com um teor hilário e único (esse é um dos podcasts mais engraçados que assino), duas mulheres expressam suas opiniões femininas dos gadgets escolhidos à dedo por elas e o produtor do programa faz o papel de contra-peso, representando a voz masculina. Seus segmentos “What the hell?!” e “PRETTYYYY” são a marca registrada do show. Frequência: Semanal (sexta-feira). Duração: 30 a 40 minutos. Tamanho do arquivo : 20 a 25 MB. Qualidade: 80 Kbps.

Indecent Exposure (áudio)

indicentexposure Autoria: Lori Grunin, Phil Ryan e Matt Fitzgerald. Descrição: Notícias, lançamentos e esclarecimento de dúvidas sobre câmeras e fotografia digital em geral. Por ser um lançamento recente (tem apenas 2 episódios publicados), a química do trio ainda está se formando. Mas já é possível perceber que a mistura de inteligência e humor também está incluída nesse podcast. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 10 a 20 minutos. Tamanho do arquivo: 12 a 20 MB. Qualidade: 128 kbps.

The Buzz Report (vídeo)

buzzreport Autoria: Molly Wood. Descrição: A coluna semanal e homonônima escrita por Molly deu origem a esse video podcast em que ela faz comentários irônicos e hilários sobre as notícias que mais geraram barulho (que em inglês é Buzz, por isso o nome) no mundo da tecnologia na semana. Também aproveita pra reclamar (ou, como já foi definido pelo Urban Dictionary, ‘Mollyrantear’) de algum fato que a deixa impaciente ou nervosa com qualquer compania ou indivíduo. O “rant” dessa semana? A  embaralhada (con)fusão Microsoft + Yahoo. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 3 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 15 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

GeekPop (vídeo)

geekpop Autoria: Molly Wood e Tom Merritt. Descrição: Com o foco na Cnet TV aumentando, alguns novos shows foram lançados. E GeekPop foi um deles. No programa, as duas figuras carimbadas da empresa falam quais foram os últimos lançamentos de DVD, livros, filmes e séries de TV na área geek e nerd. Obviamente, os lançamentos nos EUA ocorrem mais rápido do que em terras brasileiras, mas eles não soltam spoilers. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 5 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 15 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Crave (video)

crave Autoria: Brian Tong e convidados. Descrição: O podcast é uma coleção dos mais loucos, incríveis e estonteantes Gadgets publicados no blog homonônimo. Foi, durante muito tempo, apresentado por Veronica Belmont antes da moça partir para a start-up Mahalo.  O hilário segmento “Do NOT crave” mostra de qual dispositivo você deve manter distância ou qual não deve ser produzido nunca, no caso de gadgets-conceito. Frequência: Semanal (sexta-feira). Duração: de 3 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 15MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Loaded (vídeo)

loaded Autoria: Natali Del Conte. Descrição: As manchetes mais interessantes do dia anterior são expostas por Natali com uma dose de bom humor misturada com seriedade jornalística, não me pergunte como ela consegue equilibrar os dois. Vez ou outra, pequenas reportagens são inseridas como segmentos do programa. Na mais recente, Natali percorreu uma praça de Nova York com uma capa de diamantes para Iphone no valor de 100 mil dólares e conseguiu colher algumas caras de espanto. Frequência: Semanal (segunda a quinta-feira). Duração: de 5 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 40 a 60 MB. Qualidade: Ipod (640 X 480).

Product Spotlight (vídeo)

productspotlight Autoria: Brian Tong e convidados. Descrição: Novos produtos são lançados todos os dias. O objetivo desse podcast é mirar o feixe de luz em um aparelho específico, que gerou muito buzz no lançamento ou que tem alguma característica inovadora. Brian resenha suas impressões, gostos e desgostos muito detalhadamente, apesar da curta duração de cada episódio. Também leva muito bom humor como ingrediente. Frequência: esporádico. Duração: de 2 a 3 minutos. Tamanho do arquivo: 6 a 10 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

C|Net Live

cnetlive Autoria: Bryan Cooley e Tom Merritt. Descrição: Um programa ao vivo de resolução de perguntas. Os telespectadores ligam para um número gratuito nos EUA e têm suas dúvidas solucionadas pelos dois apresentadores, que se esforçam para buscar uma solução tanto no Google quanto na própria cabeça. A transmissão pode ser vista às 5h da tarde no site da C|Net TV. Como é um número gratuito, é possível ligar através do Skype, mas até hoje nenhum brasileiro se arriscou. Frequência: Semanal (quinta-feira: transmissão ao vivo – sexta-feira: publicação na forma de podcast). Duração: 30 a 32 minutos. Tamanho do arquivo: 80 a 90 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Mailbag

mailbag Autoria: Molly Wood. Descrição: Todos os dias, centenas de emails são enviados através da página de Feedback da C|Net. Esse podcast foi criado para responder alguns deles e, ocasionalmente, fazer graça com os erros de digitação e nonsense de alguns usuários que não entenderam ainda o conceito de internet. No último episódio, foi exibido um making of do C|Net Live. Pra quem curte TV, é fantástico. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: de 3 a 5 minutos. Tamanho do arquivo: de 10 a 15 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Prizefight

prizefight Autoria: Brian Tong. Descrição: Nem sempre o produto mais caro é o que mais tem funcionalidades. Com um olhar único dos gadgets apresentados, Brian compara e dá nota à diversas características em diferentes aparelhos ou sites que tenham um propósito em comum, sejam celulares, mp3 players, máquinas fotográficas ou redes sociais. O último episódio foi um especial com Brian Cooley por que os dois ‘gadgets’ comparados foram dois carros e Cooley é o especialista em automóveis. Frequência: Semanal (terça-feira). Duração: de 4 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 18 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Top 5

top5 Autoria: Tom Merritt. Descrição: Rankings e listas sempre rendem um bom conteúdo. E esse podcast abusa dele. O formato de apresentação junto dos comentários feito por Tom tornam os episódios cômicos e únicos. As listas são originadas pelos próprios usuários sem que eles saibam: são os termos mais buscados ou os programais mais baixados ou os gadgets mais requisitados. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 2 a 3 minutos. Tamanho do arquivo: de 6 a 8 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Insider Secrets e Quick Tips (vídeo)

quicktips insidersecrets Autoria: Vários, sem um específico. Descrição: São dois podcasts diferentes, mas o foco é basicamente o mesmo: Divulgar dicas e macetes para acelerar seu computador, facilitar seu trabalho ou resolver pequenos problemas de atualização. Esse até quem não fala inglês consegue entender, pois eles sempre mostram um passo-a-passo bem fácil de seguir. Frequência: indefinido. Duração: de 1 a 4 minutos. Tamanho do arquivo : 4 a 6 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Vídeocasts da Revision3

TV na internet. Essa é a melhor definição possível para a Revision3. Ela pode ser considerada uma start-up, pois não gera lucro (embora todos os programas já tenham patrocinadores). Seu principal foco é Tecnologia e Internet, apresentados sempre com criatividade e sensacional bom humor. Grande parte dos apresentadores e produtores são ex-empregados da falecida TechTV, o que por si só já gerou uma publicidade razoavelmente grande.

Uma coisa que adoro na Revision3 é o número de formatos diferentes em que eles disponibilizam os shows: Áudio, XviD, Ipod, WMV e Flash. Todos os vídeos têm opção de pequena, média ou alta resolução e os feeds para todos os shows podem ser encontrados na página de cada um deles.

(Nota: para evitar repetição, já deixo explícito que assino o feed “Small quicktime” de todos os podcasts abaixo. A média do tamanho do arquivo varia de acordo com a duração do show: 5 MB para 2 minutos, 50 MB para 20 minutos e 100MB para 40 minutos.)

Diggnation

diggnation Autoria: Kevin Rose e Alex Albrecht. Descrição: Considerado o carro-chefe da start-up, esse podcast cobre algumas das notícias mais votadas da semana pelo público do site digg.com. Basicamente os dois sentam no sofá, tomam cerveja (algumas vezes, chá) e balbuciam qualquer comentário sobre as notícias que eles escolheram. E fazem isso muito bem. Segundo declarado pelo próprio Kevin na AdTech, Diggnation tem uma média de 1/4 de milhão de downloads por episódio. Frequência: Semanal (sexta-feira). Duração: de 30 a 50 minutos.

PopSiren

popsiren Autoria: Sarah Lane, Jessica Corbin e mais um elenco rotatório de 3 belas moças. Descrição: Apesar de ser um podcast só apresentado por mulheres, o foco não é moda ou fofocas de celebridades. Ao invés disso, com um humor escrachado e sarcástico ao extremo, o programa tem segmentos envolvendo cultura moderna, ciência (como por exemplo, controlar fogo usando som) dicas de sites, livros geeks, notícias bizarras que ganharam mídia e coisas ao estilo ‘faça-você-mesmo’. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 30 a 40 minutos.

Tekzilla

tekzilla Autoria: Patrick Norton e Veronica Belmont. Descrição: Dicas, reviews e soluções de problemas na área de informática e TV em geral. O grande foco do programa são as perguntas enviadas pelos telespectadores e que nem sempre são simples de respoder. Variam de mais fáceis, como por exemplo qual browser é mais seguro pra navegar, até o mais complexo, como qual monitor que tenha saída S-vídeo, HDMI com resolução de 1080p e se encaixe num orçamento de 400 dólares. Frequência: Semanal (sexta-feira) E/OU diário (A versão diária de segunda a quinta é mais curta e mostra dicas para resolução de problemas em Macs e Windows). Duração: 30 a 40 minutos (semanal) e 1 a 2 minutos (diário).

PixelPerfect

pixelperfect Autoria: Bert Monroy. Descrição: Truques, mágicas e design de logos usando Photoshop. Cada episódio ensina, com um passo a passo fácil e descomplicado, como transformar uma imagem em branco ou uma foto digital em uma peça de arte digna de uma moldura. Talvez até COM a moldura na imagem. Em um dos últimos episódios, Bert mostro como deixar uma pessoa bem machucada. Ou pelo menos fingir. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: de 15 a 20 minutos.

Internet Superstar

internetsuperstar Autoria: Martin Sargent e Gator. Descrição: Um show de comédia pura e simplesmente focado na internet. Seus apresentadores estão supostamente gravando numa casinha no quintal da casa da mãe de Martin e de lá conversam por videoconferência com várias estrelas que gravaram seu nome na calçada virtual da fama. Na versão diária do programa eles divulgam, com uma ironia às vezes até forçada, aqueles que tentaram mas não conseguiram se tornar rostos conhecidos e qualquer outra bizarrice que tenha ganhado fama o suficiente pra parar na caixa de entrada de Martin. Frequência: Semanal (quarta-feira) e diário (segundas, terças, quintas e sextas-feiras). Duração: de 30 a 50 minutos (semanal) E/OU 1 a 3 minutos (diário).

Scam School

scamschool Autoria: Brian Brushwood. Descrição: O próprio autor define o podcast como o único capaz de te mostrar como usar artifícios da engenharia social (a mesma usada por scammers que enviam emails falsos – daí o nome do programa) no bar e nas ruas. A promessa é cumprida. Tanto que o podcast ficou durante duas semanas no topo do raking dos podcasts mais assinados na iTunes Music Store. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 4 a 6 minutos.

Systm

systm Autoria: Patrick Norton e Dave Randalph. Descrição: Modificar seu computador vai virar um hábito se você assistir a esse podcast. Em cada edição, um (ou às vezes vários) novo macete tecnológico é mostrado com instrunções simples e baratas. Uma antena amplificadora de sinal wi-fi? Fácil. Instalação de um sistema de resfriamento de processador com água? Moleza. Aplicar overclocking? Brincadeira de criança. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: 15 a 35 minutos.

The Digg Reel

diggreel Autoria: Andrew Bancroft. Descrição: Outro derivado do Digg.com, mas dessa vez de uma sessão específica: vídeos. Andrew apresenta quais foram os vídeos mais votados da semana em uma ordem aleatória, além de traçar seus próprios comentários e ler outros dos usuários do site. Cada episódio mostra em média sete a dez vídeos de várias fontes diferentes, então mesmo que você não saiba inglês, pode ser uma boa assinatura. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 10 a 20 minutos.

The Revision3 Gazette

rev3gazette Autoria: Vários apresentadores. Descrição: O podcast  mostra os bastidores da produção dos shows dentro dos estúdios Revision3. Vez ou outra, mostram os erros de gravação ou a montagem do maquinário necessário para fazer a mágica acontecer. A premissa inicial de toda semana seria dos usuários do fórum definirem um tema para o programa, sugerindo o que eles gostariam de ver. Mas até agora não sei se conseguiram. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 15 a 20 minutos.

50 podcasts e contando

feedfone É público e notório que eu sou um grande fã de podcasts. Já declarei ao vivo, por escrito e por telefone. O único meio em que falta declarar esse fato é por fax, mas escrever “amo podcasts” numa folha de papel e mandar pra alguém seria meio ridículo. Até por que não tenho fax.

O conceito de podcast é tão novo quanto o próprio conceito de Feeds XML. Só foi possível criar essa nova forma de transmissão de mídia depois da criação da linguagem XML, essencial para podcasts funcionarem. Felizmente, ao adquirir meu primeiro ipod em 2005, eu já tinha conhecimento do formato e funcionamento dos podcasts e por isso pude abusar do aparelho.

Infelizmente o Brasil ainda é relativamente atrasado nesse campo. Sim, sei que temos inúmeros podcasts em áudio, a grande maioria deles com qualidade. Por isso, pode parar de escrever o comentário citando o Nerdcast, Podsemfio ou Elaspod. O ‘relativamente’ se refere a um campo que não vejo progredir de jeito algum entre podcasters brasileiros: o de podcasts em vídeo. Também já sei do Colmeia.tv e do futuro Podsemfio TV (já pode linkar, né Bia?), mas… são só esses. Se existem outros, eles não fizeram a lição de casa em marketing e propaganda, pois já estou há mais de oito anos na internet e nunca ouvi falar de nenhum outro.

Vídeo, aliás, foi uma das principais razões pra justificar a compra do Ipod Touch no final do ano passado: eu o usaria muito com esse tipo de mídia digital específico. Na época, eu já entendia, usava e abusava do conceito de séries de TV em torrent. E um player portátil para elas não seria nada mal. E eu só assinava uns vinte ou trinta podcasts, a maior parte em mp3 ou aac.

Só em 2008 que o número de vídeocasts superou tanto o número de séries que assistia quanto o de podcasts em áudio, somando o total assustador assinaturas que ostento no título deste post. E não foi nem preciso me esforçar muito, o conteúdo em vídeo veio até mim. Conteúdo esse, disponível apenas em inglês até agora.

Então para evitar os já frequentes “HEIN?” e “OHH, TUDO ISSO?” que acompanham a cara de espanto quando revelo os números do meu iTunes, decidi tornar pública a razão pelo qual cada um desses podcasts capturaram minha atenção, me fidelizaram como ouvinte ou telespectador e me fizeram escrever esse post divulgando-os. A razão principal é: conteúdo.

Não importa qual tipo ou a frequência, conteúdo é o que mais valorizo quando assino um podcast. Seja ele patrocinado ou não. Seja ele produzido e editado nos estúdios de uma grande empresa ou seja gravado e editado na garagem da casa do apresentador.

(Nota: o post ficou gigantesco e por isso decidi quebrá-lo em várias partes, para melhor digestão. E, BTW, se você não entende inglês talvez acho os posts seguintes um tanto quanto restritos. :P)

(Nota 2: se você for ansioso demais e não quiser esperar pelos próximos posts, fica aqui um link para o OPML com todos os podcasts que assino.)

Blogetim de ocorrências

(Ah, a arte de elaborar títulos infames.)

Originalmente, se pesquisarmos a origem do feedback na teoria da administração chegaremos num ponto em que Faiol (ou Taylon ou qualquer um desses teóricos chatos do qual não faço questão de lembrar o nome) definiu-o como sendo um tipo de retorno ou resposta que se dava à alguma empresa ou alguém depois que este lhe forneceu um produto ou serviço.

Esse processo, que aparentemente deveria ser feito numa via única entre cliente e empresa (e vice-versa em alguns casos), evoluiu numa intensidade tão grande que nem um “pra caralho” consegue mensurar. Hoje ninguém dá mais feedback pra uma empresa e fica por isso mesmo. Eles receberam um aspecto mais público, mais aberto. Principalmente quando estão recheados de elogios. São citações voando em páginas e mais páginas de anúncios.

Quando esse conceito é levado pro comércio eletrônico, a diversão começa. O feedback nesse sistema tem suas vantagens. Poder ser lido em qualquer lugar é uma delas. Empresas já disponibilizam esse tipo de sistema, em que os clientes podem dar suas opiniões sobre o produto e/ou a loja, no seu site faz anos. Obviamente, elas ainda exercem um certo controle sobre o sistema. Afinal, já imaginou o que aconteceria se houvesse um sistema de feedback que elas não controlassem?

Tenho dois exemplos ótimos dessa real possibilidade (antítese, anyone?).

Kid, do Hoje é um Bom Dia e Cynara do Mundo Tecno. Ambos foram usurpados, roubados, encanastrados (entre toda a sorte de adjetivos e eufemismos pra descrever ‘enganados’ esses foram os menos sujos que encontrei) e divulgaram o fato em seus respectivos blogs.

Eu, como bom reverbador da opinião alheia, passo adiante os dois fatos ocorridos para que sirva de alerta pra quem acha que tudo na internet são flores encriptadas com RSA de 256 bits.

O mais antigo é o rolo da Cynara, que confiou seu pobre cartão de crédito às garras de sanguessuga (biologia? pra quê?) da FNAC, que muito de boa vontade, tirou o emprego de um ladrão de rua ao roubar a pobre moça. Ela iria comprar um som novo pro carro e acabou com promessas infrutíferas. A loja não sabe pra onde foi o produto e empurra com a barriga o máximo que pode o prazo para resolução do problema. A compra foi dia 7 do mês passado e até a publicação deste post não havia sido resolvido.

Resultado? Má reputação. Não acho que nenhum dos leitores dela ou meus vão querer comprar na FNAC depois de tomar conhecimento sobre esse fato. São mais de novecentas pessoas que lêem ambos os blogs via feed, sem contar os visitantes diários. Parabéns, FNAC. Quase mil clientes a menos na conta.

O caso mas recente é o do Kid, que ao tomar conhecimento de que o Flickr havia inaugurado sua integração com vídeo decidiu comprar uma conta pro no famoso serviço de fotos para poder abusar da nova funcionalidade. O cara mora no Canadá, mas mesmo assim teve que usar um serviço brasileiro para pagar pela conta por causa do endereço de email usado no cadastro. Um serviço brasileiro com o qual o Flickr tem algum tipo de acordo, pois não há nenhuma outra forma de pagar os 45 reais a não ser pelo tal Pagador.com.br.

Obviamente, por questões de geografia, não seria possível pagar com boleto bancário, só com cartão de crédito. Ao terminar de inserir os dados sigilosos, a tela de “a transação não pode ser completada, tente novamente” aparece. Eu teria provavelmente a mesma reação: desconfiômetro apitando no máximo. E isso não melhorou muito quando ele descobriu o que havia na home do porco serviço. O suporte do Flickr até tentou achar uma solução, mas fez um esquema a là telemarketing: só indicou qual era o problema, foi repetitivo e parou no meio do caminho.

Resultado? Ele não recebeu a conta pro, e felizmente não detectou nenhum débito estranho na conta do cartão. Mas e a má-prestação de serviços por parte da Braspag (dona do Pagador.com.br) foi divulgada. Mais de mil pessoas ficaram sabendo do ocorrido e se precisarem, vão encontrar outros meios de conseguir uma conta pro.

A lição semi-distorcida (porém, pé-no-chão) que tiro desses dois casos é: faça algum curso superior envolvendo relações públicas. Empresas que querem manter seu nome limpo na rede vão precisar desse tipo de profissional cada vez mais. Elas só não perceberam ainda.

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