Campus Party Brasil 2008: insira definição aqui
Pouco mais de três mil nerds cadastrados. Três mil pontos de acesso a internet. 5,5 Gbp/s disponíveis para transferência. Mil e seiscentas barracas pra abrigar metade dos inscritos. E apenas 23 horas, 56 minutos e 4 segundos por dia pra conhecer, aproveitar e explorar tudo isso? O dia sideral não poderia ser mais injusto.
Mas foi. O primeiro Campus Party realizado no Brasil foi curto, porém incrível. Cada pequeno pedaço de tempo gasto dormindo era um espaço desperdiçado. Foi ótimo passar sete dias na companhia de tanta gente bacana, fazendo tanta bagunça e dormindo tão pouco.
O evento teve seus altos e baixos e no meu ponto de vista, eles estão citados logo abaixo.
A Campus Fila
(Foto de Helenan usada sob licença CC)
O primeiro setor em que todos os três mil nerds passaram. Alguns, três horas, outros, dez minutos. A diferença era quem chegou mais, cedo esperou mais. Felizmente a fila não serviu só pra ficar esperando pra entrar no prédio, mas também pra encontrar os amigos e já começar a festa ali mesmo. Nospheratt logo apareceu e tenho a ousadia de dizer que fui o primeiro blogueiro a vê-la em solo brasileiro, já que ela passou pelo Manoel Netto quando este estava de costas falando com a Lu Freitas no telefone pra tentar descobrir onde a Nospheratt estava.
Esse setor foi repetido logo no começo da rampa que dava acesso às barracas, no terceiro piso. Aliás, o piso mais quente de todos. Um ar-condicionado por ali não faria nada mal, mas a organização preferiu dar conforto só nos dois primeiros andares.
A Campus Burocracia
Não tenho nada contra espanhóis. Mas colocá-los numa posição em que a comunicação é essencial foi uma burrice sem tamanha de parte da organização do evento. Mesmo com meu nome escrito no papel, a moça espanhola não achou o crachá na pilha relativa à letra e olha que eu caprichei na caligrafia. Foi necessário um brasileiro pra isso. Mais um ponto negativo pra eles.
Conhecendo e sendo reconhecido
Apesar das 16 horas de viagem que passei dentro de um ônibus com direito a criança barulhenta do lado e na frente de onde eu tentava dormir (felizmente não foi pior do que aconteceu com O Primo), a última coisa que eu planejava fazer no momento era deitar e descansar. Deixei a mala na barraca e desci pra mesa onde aproveitaria a dita conexão de 5,5 Gb. No caminho, esbarrei naquelas figurinhas já conhecidas da blogosfera brasileira e tratei de ir distribuindo os abraços e apertos de mão. Beijos só nas blogueiras, obviamente.
Esse foi a melhor característica do evento durante toda a semana: o networking. Pessoas que só eram links em blogrolls foram substituídas por imagens de rostos nos meus arquivos mentais. A segundo melhor foi ser reconhecido. Blogueiros que leio e admiro conseguiram distinguir a minha cara no meio da multidão na mesa. A Ceila e o Bórbola, por exemplo. Gentes finíssimas, aliás.
LOL, I’m on the internets! Or not
A conexão à internet era fantástica. Cada mesa contava com um roteador HP (mais tarde ficou provado que eles estavam configurados da pior maneira possível) e saindo dele, vários cabos RJ-45 conectavam os desktops e notebooks dos nerds à internet.
Claro que a velocidade não chegaria a 5,5 Gbp/s, nenhuma placa de rede atualmente consegue mais do que 1000Mbp/s. Mas isso não era desculpa pra não ligar o uTorrent e arregaçar aproveitar a banda livre. O máximo que consegui foi 4Mbp/s, mas aposto que o dono da pilha de DVD’s virgens ao lado deve ter conseguido bem mais.
Enquanto isso, pelo ar, o Wi-fi falhava miseravelmente em funcionar, como um carro submerso em água até às janelas. Alguém teve a brilhante idéia de trazer um roteador wi-fi pro local e espalhar a conexão de uma maneira decente. Mas não saiu do papel.
Estandes, brindes e brincadeiras
Apelidada pelo Graveheart de PobreParty, o primeiro andar era tomado só por estandes de expositores e uma praça de alimentação mercenária. Por lá, quem se aventurasse poderia encarnar o Ruy Ryu ou Ken ou qualquer outro personagem de video game de luta no Kick-Ass Kong Fu, uma invenção de dois finlandeses que usa sensores de movimento e uma webcam pra transformar os jogadores em figuras de duas dimensões.
No estande da Tam, um Wii aguardava quem quisesse dar de graça seus dados pessoas para a empresa. Esse foi o melhor uso para meu email + numero de celular falsos. Consegui vencer o Wendely numa partida de tênis, de virada. IN YOUR FACE! =P
Havia também um estande da Microsoft, distribuindo CD’s, misturas de café de graça (cada uma tinha um nome de um produto do Windows Live) e balas, outro da Intel, onde os blogueiros de aluguel estacionavam seus segways quando não estavam em cima deles (algumas vezes, embaixo deles), outro em que uma bola metalica oca transportava o usuário para um mundo de realidade virtual, outro em que a reactable era demonstrada e outros menos importantes. Sim, a CBN, Prefeitura de São Paulo e o UOL vão nessa categoria.
No segundo andar a qualidade dos estandes era consideravelmente melhor (embora a alimentação continuava igualmente cara), havia um da telefônica oferecendo massagem gratuita para participantes estafados, um da cce com puffs e a tranquilidade de uma sala com TV no volume médio, um do Youtube para os campuseiros darem seus depoimentos sobre a feira e, o mais divertido de todos, o estande do Flickr em que eram distribuídos contas pro’s, chaveiros limpa-lentes, adesivos e broches pra qualquer um que quisesse praticar o Faceball ou tirar uma foto polaróide com os adornos disponíveis em azul e cor-de-rosa ou pintar qualquer parte do corpo com a logo do Flickr. O ápice aconteceu com a presença da blogueira Heather Champ, respondendo perguntas de blogueiros sobre o serviço. E o estande foi uma genial obra da LiveAD.
Fugita-san é um Hero!
Ninguém mais conseguiu subir tanto no meu conceito nessa semana quanto o Fugita. Ele brigou pelo seu direito de ser ouvido nas coletivas de imprensa, deu carona pra cinco bêbados no Fugitamóvel mesmo sem ter obrigação moral de fazê-lo, arranjou briga com os segurança-patetas mesmo estando com a razão e de quebra se meteu em eletrizantes aventuras de tirar o fôlego e em altas confusões que até deus duvida.
Mas sério, ele foi o que, de longe, mais me fez gargalhar durante a feira. E ele nem precisou se esforçar muito.
Macacos + dinossauros = debate chato
Era certo de que essa equação seria provada certa mais uma vez. Mas dessa vez, nós fizemos a paródia: um blogueiro fantasiado de dinossauro e vários adesivos com frases jurássico-jornalísticas foram parar no aquário um pouco antes da discussão Blogueiros X Jornalistas tomar o palco central do segundo andar da Bienal. De novo, não chegou-se a conclusão alguma. Mas o manifesto foi engraçado.
Buffet: economize no café da manhã e esbanje no almoço e jantar
Não sei quem era a nutricionista do Buffet do local, mas ela com certeza deve ser demitida. Todo mundo sabe que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Então pra quê ficar servindo SOMENTE pão com manteiga, café com leite, suco e bolinhos todo santo dia? O que vem a ser isso? Exemplo de economia de guerra?
O almoço e o jantar até eram satisfatórios, mas quando começaram a regular a gelatina, percebi que era demais. Que tipo de buffet limita a quantidade de gelatina que os clientes podem comer? De onde veio essa definição e por que só aplicaram nos últimos dois dias?
Não queira descobrir.
Streaming de video pra todo lado
Achando que tinha sido agraciado com uma idéia genial e inédita, anunciei que faria um livestream com uma webcam e microfone, direto da feira, a qualquer momento. E logo na fila, descobri que o gênio das idéias tinha presenteado uma caralhada de gente com o mesmo objetivo: transmitir vídeo pra quem não estava presente no evento.
Por um lado foi bacana, poder ver vários ângulos, literalmente, do mesmo ponto do evento (as mesas do Campus Blog). Por outro, a quantidade enorme de gente fazendo a mesma coisa saturou o twitter com pedidos de viewers e imploração por audiência. Eu não entrei nessa fútil disputa, claro. Tentei focar o meu Stream em algo que ninguém estava fazendo ainda: um talk show improvisado. Pra isso, aproveitei-me da Menina Que Joga e do Mackeenzy. Ambos se saíram muito bem.
Falhas e burrice: os segurança-patetas
A empresa responsável pela segurança do evento era uma tal de Faqui Seguranças. E estando lá, pude ver e posso garantir que não fizeram o serviço como deveriam. Uma simples busca no Google já revela que eles já foram irresponsáveis a ponto de permitir o furto de máquinas fotográficas no SPFW de 2002 e de 2008 e, segundo Sérgio Sargo, diretor operacional da JB Salva, foram responsáveis pelo transporte inadequado do piloto Nathan Silva que havia sofrido um acidente no Campeonato Paulista de Kart em 2006.
Sinceramente? Eu acho que são um bando de débeis mentais. Demonstraram muita grosseria e completo desentendimento com a organização do evento. Primeiro por que, segundo o diretor do Campus Party, sexo não foi proibido na área das barracas, mas os seguranças foram orientados a expulsar quem se atravesse a praticar o ato.
Segundo pelo que aconteceu com a Liliana: às dez da noite decidimos sair pra um bar qualquer e não nos deixaram sair pela porta da frente, aquela entrada que diz “Bem Vindos”, local onde a maioria dos carros das pessoas que iriam sair estavam estacionados. Não explicaram o motivo, apenas não deixaram. E isso enfureceu a Liliana, que com razão, engajou-se num bate-boca com um dos seguranças, até que um deles se ofereceu para levá-los ao estacionamento.
Terceiro pelo que aconteceu comigo: no sábado, quando o Graveheart chegou, com a namorada, saí pra encontrá-los e tratar de colocar os dois pra dentro. Lá fora, conversando com os ditos, senti que precisava tirar água do joelho e decidi entrar pela abertura que mais ficava perto do banheiro. Aquela abertura só permitia a saída dos participantes. Pelo menos foi o que um dos cabeças de bagre me disse. Dessa vez fui eu quem engajei um bate-boca com o dito e disse que “se eu mijasse nas calças por causa dele, processaria a empresa”. Acho que por ter escutado isso, um dos seus colegas deixou que eu fosse pro sanitário me aliviar, enquanto o que discutia comigo só falava “queira se retirar por favor” e nada mais.
Quarto fator: arrumaram confusão com o Cobra. Grosseiro e desrespeitoso, ele diz. Aposto que foi bem mais que isso.
Quinto: um deles foi flagrado pelo Manoel Netto procurando por vídeos impróprios pra menores no computador do palco do Campus Blog. Como ele descobriu que o segurança estava atrás disso? Fácil. A anta não tinha olhos atrás da cabeça: esqueceu que o datashow estava ligado e mostrando tudo que passava no monitor.
Bares pra quê te quero
A noite paulista não tem fim. A prova disso foi quando virei as noites do dia 14 pro dia 15 e do dia 17 pro dia 18, junto com mais uma dúzia de blogueiros, sendo eu o mais sóbrio de todos em ambas as noites, embora tenha experimentado um nível alcóolico de sono semelhante aos dos outros.
Enfim, apesar de manter meu nível de sobriedade no máximo, não ia passar dois dias direto sem cometer uma gafe sequer. Foi exatamente esse contrato que assinei, compulsoriamente, com Murphy. Na primeira noite, fiz o milagre da adocicação das batatas fritas ao confundir um pacote de sal com o de adoçante. Na segunda, tirei um cochilo de três minutos na mesa, mesmo com a Miriam tentando ensopar de cerveja a minha carteira e celular.
Mas o propósito era maior. Como bem disse o Gustavo: as melhores parcerias comerciais acontecem na mesa de bar. Dito e feito. Conheci pessoas de agências fantásticas e autores de campanhas sensacionais que podem no futuro me contactar para ajudar a produzir algum viral. Ou não.
O que importa é que tenho história pra contar pros netos. Consegui fechar dois bares e abrir um supermercado em uma só noite. Quero ver um agente da vigilância sanitária fazer melhor.
Link love
Numa tentativa de agradecer a companhia e a amizade com as quais fui agraciado pelos novos e antigos amigos, deixo abaixo o link de todos que consegui me lembrar. Sem ordem específica.
Gustavo, Fugita, S1mone, Wendely, Ian Black, Edney, Jonny Ken, Dulcetti, Luis Yassuda, Carlos Merigo, Manoel Lemos, Tiago Borbs, Sérgio Lima, Lucia Freitas, Raquel, Nospheratt, Mobilon, Manoel Netto, Milena, Paulo, Miriam, Luiz Gadetto, Ricardo Cobra, Pedro Villalobos, Kaká, Helena, Guilherme, Mafra, Rafa Barros, Mr Manson, Cardoso, Inagaki, Marco Gomes, Baunilha, Renata, Ceila, Jess, Helder, Marina, Mackeenzy, Eric, Cris Dias, Gabriela Bia, Gustavo Gawry, Henrique, Wagner Tamanaha, Rene Fraga, Rafael Apocalypse, Liliana, Nick Ellis, Rodrigo, José Carlos, Felipe Spina, Jorge Rocha e Paula.
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Ô querido, foi bom demaaais! :)
Ah, achei que vc já soubesse: tô de casa nova no http://www.raquelcamargo.com agora ehehe
smack
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Adorei o relato!!!
Ano que vem pretendo ficar todos os dias, em todas as horas… Para isso já vou reservar 1 semana das minhas férias somente para isso!!! rs rs rs rs
Abraços, sr do Boné!
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Raquel: devidamente corrigido. ;)
Jonny: aí sim você vai sentir o poder de um torcicolo. :D
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Rafa!!!
Mas quem disse que eu dormiria na barraca??? rs rs rs
Mas eu tenho todo equipamento para acampar… eu fui 10 anos consecutivos em interbios e coisas do tipo! rs rs rsrs
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[...] sobre o streaming do post anterior, consegui gravar os Talk Shows em arquivos FLV pelo Stickam. Infelizmente, esse era o único [...]
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Jonny: ahhh, mas participar todos os dias do evento e não durmir na barraca é pra fracos. tomara que tu ganhe ao menos uma dor nas costas. :P
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Na verdade eu acho que só não dormiria no 1o e no último dia…
no 1o para levar a parafernalha…
no penultimo para buscar o carro para levar a parafernalha embora
Não tem lugar para estacionar de graça… compensa mais vir de busão!
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A das batatas fritas foi dureuza :)
Como diria Luiz Caldas, “adocica meu amor, adocica!”
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“Temperar” batatas fritas com adoçante foi surreal :P
Só de ler seu relato aqui deu mais raiva ainda de não ter ido. Arrgh, se arrependimento matasse eu já teria morrido umas 10 vezes!
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Rafa,
artigo nota 10.
aproveitando, o link para o homem na cozinha, tem um BR a mais…é só .com.
abraço
Cobra
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Rafa, teu artigo ficou foda, abração!
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Rafa Gracinha!!!!
Adorei conhecer você!
Espero que a gente se encontre logo em outros eventos.
E obrigada por ficar do meu lado no causo com o segurança.
Beijões!
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Rafa,
Um belo relato, sem dúvida, de alguém que praticamente não dormiu no Campus Party. E ótima dica o nome da empresa de “segurança”, assim a gente não comete o erro de contratá-los para nossos eventos bloguísticos.
@O Primo, o nome do cara de “adocida” é Beto Barbosa :-P. Eita, anos 80 dos infernos.
Abraço, Rafa CAST!!! :)
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Hahaha, valeu por me colocar na listinha de presença!
Pois é, os seguranças eram bem patetas, mas tinha um lá, o Pastor que era um anjo de pessoa, muito bonzinho mesmo! Fora ele, tinha o japa espanhol que achava que tinha uma bomba na minha bolsa e a menina do sorriso metálico que eu não entendia nada do que ela falava…
E você esqueceu as escadas dos banheiros. MEDO!
Beijo
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Rafa, não gostei do teu stream, pois a tua excitação em estar lá estragou, mas o texto foi O MELHOR que li sobre o Cparty!
Sem dizer a inveja que deu em não eu poder estar lá! :D
Abração
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Eu era o dono da pilha de DVDs virgens :D
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E quantos cinquenta DVD’s foram queimados durante a semana? :)
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Acho que foi por aí mesmo. Mais o HD de 250 GB lotado :)
Isso só nos dois primeiros dias. Minha máquina tava uma carroça com o torrent aberto, aí no terceiro desencanei e comecei a aproveitar o evento de fato.
[]
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Valeu!!
É nois!
Abraço
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Owwwnnnn que relato mais completo e emocionante! Dá saudade. Adorei te conhecer e, se nada o trouxer de novo pra cá (ou me levar pra aí, quem sabe?), a gente se encontra no #cparty 2009! ; )
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[...] - Rafacst [...]
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