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Archive for November, 2007

A internet é um ovo

Os leitores mais antigos deste blog vão se lembrar deste post que escrevi depois que, pela milésima vez, uma mensagem de email destinado a mim foi parar na caixa de entrada de outra pessoa por engano do remetente.

(Epílogo: Eu uso o login rafacst pra quase tudo na internet. Tá no meu Twitter, tá no Powce, Digg, MeioBit, Feedburner, Flickr, Del.icio.us e mais uma caralhada de coisas. Só que não tive a felicidade de pegar esse mesmo username quando criei meu Gmail e isso gerou o post supra-citado.)

Pra sintetizar o artigo, eu basicamente divaguei sobre as alternativas de pseudo-solução de um dilema: os logins parecidos meu e de um tal Rafael Celestino que já recebeu algumas mensagens que não eram para ele. O Thas sabe bem disso. Lembro que ele chegou a responder uma mensagem que meu primo enviou e só por isso descobri o real sobrenome do cara.

O fato é que, incrivelmente, ele encontrou esse post (talvez um egosurfing? Já mandei email perguntando) e comentou! Quais são as remotas chances de isso acontercer na internet, esse meio de bits e bytes loucos fluindo por todos os tubos? Quais?

rafaelcelestino

O dia em que não conheci Bia Kunze

Já se tornou costume me ver em eventos, fóruns e palestras durante um dia, sendo que elas duram toda a semana. É algo esporádico que faço. Quase um hobby. Hoje não foi diferente. O FOCO (Fórum Regional da Comunicação) começou na segunda e eu apareci lá na quarta. Especialmente para a palestra da Bia. Não tenho planos pra voltar nos demais dias.

Ok, não gosto de palestras. Mas por uma boa causa consigo suportar uma ou duas. Três se for muito especial. Quatro só (me) pagando. Cinco se só houverem eu e o palestrante de seres vivos na face do planeta Terra. E chega. Até eu tenho limites.

Cheguei lá um pouco antes dela aparecer e já fui me apresentando. Sempre sorrindo, ela conversava comigo, alegre, e não notou meu nervosismo ao quase derrubar a mochila com o notebook no chão só pra pegar um coolnex card pra ela, um pro seu fiel escudeiro e outro pra Fabi. O que aconteceu depois foi algo absolutamente geek: ela, com o HTC Touch na mão e eu, segurando o Ipod. Trocamos de gadgets e ficamos babando um no aparelho do outro. HEHEHE =D.

Não durou muito também. Já haviam aberto o auditório e o povo começou a entrar. Lá dentro a Bia disse uma coisa pra mim da qual talvez tenha se arrependido pro resto da vida: “Tira umas fotos pra mim?”. Quer dizer, não sou nenhum Bressane, mas consigo lá minhas boas cenas com uma câmera amadora. O problema é que a dela era uma Canon PowerShot A640, semi-profissional com tanto parangolé pra regulagem que me senti intimidado em tirar fotos no modo P (conseguir capturar uns bons pares de olhos vermelhos assim) e acabei regulando pra AUTO.

Porém, a surpresa do pedido dela não foi superada pela surpresa que veio alguns instantes a seguir. Uma jornalista chamada Sylvya [esqueci o sobrenome] recebeu a palavra e segurou com o mesmo vigor que segurou o microfone, como se fosse de ouro coberto de diamantes. Das duas vezes que ela abriu a boca, não fechou em menos de meia hora. A moça mal parava pra respirar. Chegei a mandar um SMS pra Bia implorando que ela desse um chute na canela dela por baixo da mesa, mas acho que ela não viu a tempo.

Essa segunda surpresa só conseguiu ser superada pelo o que veria a seguir: o professor (e blogueiro) Fábio Malini levantou-se e provocou uma discussão que já se tornou recorrente pra quem lê este blog: Jornalismo X Blogosfera. E encheu sua fala de argumentos incríveis como “a blogosfera quer acabar com o jornalismo” e etc, falando com tanta ênfase e lucidez que achei ter visto os professores recuando um pouco. Depois disso, virei fã do cara. Assinei o feed e tudo.

Fim da palestra e a minha esperança de bater um papo com a Bia num almoço é arruinada por outra professora que resolve que ela não tem direito a comer com os amigos e merece um grupo mais seleto de pessoas com um QI maior de 100 pra manter um nível de conversa aceitável durante a refeição. Ok, ela não deve ter pensado isso, mas enfim, dramatização é tudo.

O que quero dizer é que NÃO conheci a Garota sem fio do jeito normal que se conhece uma pessoa. Trocando idéias e fazendo graça com os amigos em comum. Ela chegou em um pé e saiu no outro e o máximo que conseguir fazer foi dar um OI. Eu teria procristinado mais, porém, como a passagem pra Sampa no dia 14 já está reservada, deixei passar e espero encontrá-la lá mesmo.

Aliás, alguém aí topa um NerdsOnBeer ((tm) Marco Gomes) entre os dias 14 e 22?

BlogCamp MG: o melhor é sempre o networking

Foi relativamente fácil chegar no local. Dois ônibus foram o suficiente pra me trazer da Pampulha até a Oi Futuro. E o prédio é discreto demais pra não ser notado. Logo de cara já fui esbarrando com o Bressane, que é gente fina pra caralho com carimbo de certificação Rafa CST (c) e mais um monte de gente que, por não ter a URL pregada na testa, eu não sabia quem eram.

Entramos quando o Arcanjo deu sinal verde. O local é fantástico. Tem um auditório incrível e dois ótimos locais que poderiam ter rendido ótimas desconferências: uma mesa e um sofá redondo. Infelizmente a Oi Futuro não nos permitiu usá-los depois das 11 da manhã. Ok, sem problemas. O glorioso e farto café da manhã já estava posto na mesa, o povo já começava a chegar e as discussões poderiam, então, começar.

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