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Archive for May, 2007

Respondendo meus amáveis visitantes 3

Mais uma vez atentedendo a praticamente nenhum pedido, ele está de volta: o post de respostas aos paraquedistas cheios de questionamentos existenciais! Acompanhem as principais dúvidas dessas pobres almas:

1 – quando o chefe persegue.
Vocá processa, oras bolas. Ou atura, se quiser manter seu emprego ou seja lá que modelo de escravidão for. A alternativa mais drástica envolve uma trinta e oito e um capuz, mas fique só nas duas primeiras, por favor.

2 – reino especie filo ordem familia classe do pau brasil.
Estudante do ensino médio? Fundamental? Não importa. A resposta pra sua dúvida é: eu detesto biologia.
Ok, brincadeira. Reino: Plantae, Espécie C. echinata Lam., Filo: Magnoliophyta, Ordem: Fabales, Família: Fabaceae, Classe: Magnoliopsida e vocá esqueceu do Gánero, que é Ceasalpinia. Com uma ida na Wikipedia dá pra descobrir, viu?

3 – baixar musicas para o computador sem gastar dinheiro.
Tem uma gama infinita de opções, beibe. Kazaa, Shareaza, Emule, BitTorrent, Azureus, Gnutella, Edonkey, dentre muitas outras. E ainda a opção de baixar direto uma discografia completa de quem vocá gosta de ouvir ou usar o Google pra encontrar uma música específica, digitando o nome dela depois de: intitle:â€�index ofâ€� -inurl:htm -inurl:html mp3
Funciona comigo.

4 – o que mudou na telefonia do rj.
Muita coisa. As empresas telefánicas estão cobrando mais caro, os minutos estão sendo contados mais rápidos e as atendentes estão ficando cada vez mais chatas. Mas não se preocupe, isso acontece no resto do país também.
No aspecto técnico da coisa, não sei. Thas, responde essa pra mim? Obrigado.

5 – quanto custa a mensalidade no google.
Duas vertentes me vem à cabeça: a primeira responde o seguinte “Custa o mesmo absurdo de dinheiro que vocá teve que subtrair do seu já pobre bolso para fazer essa pesquisa tola: nada”. Já a segunda responde “Custa dez dólares. Paga pra mim que eu repasso pra eles.” dando meu número de conta e agáncia logo depois.

6 – meu pen drive queimou o que faço
Se for de 256MB: Abra, desmonte, tire fotos e publique na internet a autópsia completa. Já faleceu, então não chore. Compre outro.
Se for de 512MB: Ligue pra garantia do fabricante e tente conseguir outro de graça. Se não tiver mais dentro da garantia, repita o processo do de 256MB.
Se for de 1GB: Chore e repita os processos anteriores.
Se for de 2GB pra cima: Chore muito e repita os processos anteriores só que com mais fervor. Inclua um martelo no processo 1 e um nível alto de stress no processo 2.

7 – o que seria viver sem computador?
É ótimo, por um tempo, desligar-se de todos os aparatos tecnológicos e sair pra ver um filme, ir na casa dos amigos, QUALQUER coisa que não envolva computadores.
Saia dele e descubra como é bom.

A constituição do comum: dia 23

Por causa do meu estágio, esse foi o único dia que consegui participar. Meu agora idolatrado chefe, liberou-me parte da tarde para assistir uma palestra interessantíssima, descrita a seguir.

Ale CarvalhoCheguei pouco depois de meio-dia e antes de entrar no local do debate, avistei-a e acenei pra Ale Carvalho, minha conterrânea favorita. E mal entrei no galpão já estava tropeçando no Edney e no Gustavo, sócio-fundador da agáncia Espalhe, me apresentando com o nome do blog em seguida. Não deu pra perceber se o Edney realmente me conhecia da internet ou não, o cara disfarça muito bem. Batemos um papo bem rápido sobre maus blogueiros, a blogosfera em geral, memes, monetização, SEO, marketing e o que seria a palestra. Foram poucos minutos, porém muito proveitosos. Recebi uma quantidade deveras interessante de informações útil dos dois.

Internet: novas formas de opinião pública e de consumo.

A palestra começou com 45 minutos de atraso, metade por causa da van que atrasou a trazer os trás dos quatro palestrantes de volta do almoço, metade por causa da repórter que parou os trás pra uma entrevista.

O primeiro a falar foi o professor Henrique Antoun, da UFRJ. Ele citou o caso da revolta do Digg como exemplo de ferramenta de massa da Web 2.0 e a dificuldade de não deixá-la fora de controle. Ele falou com a eloquáncia e voracidade de um linuxiita mais tarde, ao citar a Microsoft e uma definição sensacional: ela não passa de uma empresa de Advogados. O Bill rouba, consegue processar quem ele roubou e ainda ganha na justiça. Demais.

GustavoA voz foi passada para o Gustavo, que fez um bá-a-bá do que é, o porquá de usar e como funciona o marketing de guerrilha, a ferramenta principal da Espalhe. Também citou o Skype e o Blog Skype Brasil como dois ótimos exemplos de marketing viral: o skype nunca fez propaganda e ganha milhares de usuários todos os dias e um blog com a Rosana Hermann interagindo com os usuários só aumenta ainda mais esse buzz.

EdneyEdney seguiu, discorrendo sobre como começou o Interney, puxou um gancho para o marketing de guerrilha quando disse que a URL do seu site era (provavelmente ainda é) passado de boca a boca, falou dos (monstruosos) números – só dos acessos -, do Interney Blogs e do enorme quadro de funcionários da empresa.

Tudo isso intercalado com a moderação de Fábio Malini, professor da UFES.

Logo em seguida deu-se início ao debate e todos metralharam os participantes com perguntas interessantíssimas, pertinentes e relevantes, escritas e faladas. Não lembro de nenhuma delas, só das respostas. E não faria sentido publicá-las sem os devidos questionamentos. Uma pena.

Infelizmente não acompanhei o fim da palestra, tive que sair mais cedo pra labuta, mas o que consegui absorver de proveitoso e interessante não foi pouco.

High School Musical não é 100% original

highschool.jpg

Essa placa tá aí desde o começo de 2005, quando eu fui pela primeira vez no CIEE. Mas deve estar lá a mais tempo. E como o filme foi lançado em janeiro de 2006, com só 6 meses de filmagens, só posso concluir que o diretor de fotografia esteve no Brasil, em Vitória, foi no centro de estágio, viu a foto e disse “Puxa, tenho que fazer o poster do filme desse jeito! Ninguém vai notar a semelhança!”

hsmposter01.jpg

Pois é, senhor diretor, eu percebi.

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