Comece com os dois pés, não só o direito

Quando comecei um blog, há uns 6 anos, comecei no Weblogger do terra. Era uma porcaria, o sistema vivia saindo do ar e dado erros de template. Também pudera, todo feito em asp. Na época não conhecia o wordpress, não fazia idéia do blogspot e sequer sonhava em tirar um tostão furado do meu bolso pra bancar um blog na internet.

Mas fui aprendendo, conhecendo pessoas ali e acolá (caramba, fui pra são paulo pela primeira vez com 17 anos pra ficar na casa de alguém que conheci pelo blog!), ganhando experiência e antes de migrar definitivamente pra essa maravilhosa e adorada plataforma de blogagem em que meu blog se encontra atualmente, fiz uma escala no blogspot. Ou conexão, sei lá qual é o termo aéreo usado.

Obviamente quando comecei não fazia idéia do que escrever. Não tinha objetivo e, aliás, acho que até hoje não tenho. E pagar por um blog sem ter objetivo queimar dinheiro vivo. É pegar notas de 100 (por que, sério, hospedagem boa não sai por menos de 12 reais por mês), rasgá-las em pedaçinhos e usar de confete a cada semestre.

Por isso que gosto de ver casos como o da Luza e o do Fábio. Ambos começaram os blogs recentemente e já partiram usando domínio próprio, hospedagem paga e um CMS genial. É esse tipo de mentalidade que falta em blogueiros no Brasil. Ter um objetivo, saber escrever e investir nisso.

Eu sei que é muito difícil nesses tempos de crise (bingo!) tirar o escorpião do bolso e perseguir algo que não parece ser muito promissor como um blog na internet. Principalmente no Brasil, em que a palavra blog parece ainda estar cheia de preconceito e ligado à diarinho. Mas esses dois quebraram o paradigma e abriram um blog assim mesmo. Por que viram uma necessidade e preencheram um buraco na internet.

E eu posso dizer com conhecimento de causa: ambos já estão fazendo sucesso o suficiente pra dar inveja a muito blogueiro de latrina mambembe (MUST. RESIST. DO. NOT. LINK. TO. CC.) por aí. A sucesso da Luza sei por que já conheci a (bela) moça pessoalmente e ela já me falou alguns detalhes. O do Fábio sei por que faz uma semana que fui convidado a entrar nessa aventura da pesada e encarar uma confusão atrás da outra que até deus duvida que é o iPhoneApps. Sim, tô postando lá bem mais do que aqui.

É isso que eu gosto de ver. Gente começando certo e pegando seu pedaço na torta da web. Ouviu isso, internets? They are coming to get you.

Como fazer um arquivo Enhanced AAC (direito)

Ao pensar nesse post, eu também pensei nos inúmeros impropérios com os quais eu poderia ser tagueado por apoiar um formato fechado ou parecer esnobe por evidenciar um mp3 player que nem todo mundo pode comprar. Mas decidi seguir em frente por que simplesmente não dou a mínima. Do que estou falando? De um formato de arquivo apoiado pela Apple e suportado por ipods e iphones. Taí, mandem os tomates.

Passado isso, percebi que vários podcasts brasileiros são segmentados mas nem todos disponibilizam um arquivo Enhanced AAC de seus episódios (e os que disponibilizam ou pararam com o podcast – COF COF GuiLeite COF COF – ou fazem uma bagunça na conversão e não publicam o arquivo correto – COF COF PodBility¹ COF COF). Quando descobri o quão fácil é fazer um arquivo Enhanced AAC, quis que o meu podcast fosse assim. E foi exatamente o que aconteceu. O Papo de Geek é disponibilizado em duas versões: Mp3 com 96kbps de bitrate e Enhanced AAC, também com 96kbps. Esse post vai mostrar um passo-a-passo de como esse processo é feito.

Tutorial de como criar um arquivo Enhanced AAC a partir de um Mp3

(A licença atribuída à esse post é a Creative Commons 2.5 BY-SA)

1 – Antes de mais nada, é preciso já estar com o arquivo mp3 pronto, todo editado, com todas as vinhetas e finalizado. Partindo desse ponto, é necessário convertê-lo primeiro para AAC. Muita gente não sabe, mas o iTunes tem um conversor embutido. Então se você usa, é só arrastar a mp3 pra lá, clicar com o botão direito nele e depois em Create AAC Version². Caso você não use o iTunes, é só achar um conversor qualquer na internet. Tá cheio deles por aí.

2 – Depois de convertido, pegue o arquivo .m4a³ de onde o iTunes colocou (pra abrir direto a pasta onde o dito arquivo se encontra, clique com o botão direito no arquivo convertido e depois em “Show in Windows Explorer”²) e troque a extensão dele. Esse é um dos passos mais importantes. Troque de m4a para mp4. O programa que será usado só aceita esse tipo de extensão como entrada, então só troque e guarde.

3 – Baixe e instale o programa Slideshow Assembler. É ele que faz toda a mágica. Se você quiser parar por aqui e aprender sozinho, basta abrir o arquivo example1.pod que está dentro da pasta C:\Arquivos de programas\Slideshow Assembler\Example1 direto num bloco de notas. É um arquivo de texto normal. Tá tudo bem explicado (em inglês) no tal arquivo. Caso queira as instruções em bom e velho português, siga adiante.

4 – Coloque o arquivo mp4 do seu podcast em uma pasta. Coloque também todas as imagens que você irá adicionar no arquivo Enhanced AAC. Crie um arquivo de texto ou simplesmente copie o example1.pod da pasta acima. Você deve editar seguindo as instruções desse arquivo de exemplo que eu criei baseado no arquivo example1.pod também da pasta acima.

5 – Depois de criado o arquivo .pod, abra um prompt de comando (cliquem em iniciar -> executar -> digite cmd e dê enter) e digite ssa [espaço]. Não aperte enter ainda. Apenas digite ssa, dê um espaço e mude a janela para a pasta onde está o arquivo .pod. Clique e arraste o arquivo .pod para o prompt de comando. Agora sim, dê enter. Ele vai criar seu arquivo .m4a baseado nos capítulos que você criou no arquivo .pod.

6 – Teste o arquivo antes de publicar. Se você usou o iTunes para converter o arquivo, arraste-o para lá. Ele deve aparecer na lista de podcasts (ou na lista de músicas, caso você tenha ignorado toda a parte de [metadata] do arquivo .pod). Veja se todos os capítulos estão lá e marcados com os nomes e imagens corretas. Só depois faça o upload e publique.

7 – Se usar esse tutorial, agradeça :P Brincadeira. Pode usar e abusar. E copiar e colar no seu blog, desde que respeitando a licença Creative Commons atribuída à este post. Mas sério, se você usar esse tutorial, mande o link do seu podcast nos comentários que você corre o risco de ganhar um ouvite à mais.

DICA BÔNUS: Você só tem banda para UM tipo de arquivo de áudio e por isso não vai fazer um feed em Enhanced AAC? NO PROBLEMO! Use esse outro tutorial também feito por mim e aprenda a hospedar gratuitamente os seus episódios no Mevio.com. Só não posso resolver os problemas de tempo pra editar e preguiça. O resto é tranquilo. Qualquer dúvida, mande um email para rafacst [at] papodegeek.com

¹ – Os episódios 32 e 33 foram convertidos errados. E enfatizo que isso é o pessoal da Bullet que faz. Os ótimos editores de áudio do estúdio Mellancia só enviam pra eles o arquivo .mp3. Provavelmente a agência usa Macs. :P
² – Vai aparecer isso apenas pra quem usa iTunes em inglês. Em português deve ser diferente, mas parecido.
³ – Sim, é um arquivo .m4a e não .aac como você esperava. O .m4a é só um contâiner, mas o codec mesmo é AAC.

Mais um, só que diferente

Quatro meses sem atualizar e quando volta, publica um enorme jabá. Que coisa feia.

Então. Por motivos psico-bestológicos que explicarei em um post mais tarde consegui a proeza de ficar sem blogar por um bom tempo. Agora, me aventuro de novo em outra parte da internet (talvez até um pouco menos hipo— quer dizer, nada não) junto com uma galerinha do barulho que vai aprontar altas confusões pra ninguém botar defeito. Nenhum cão ou policial foi envolvido.

Sim, um novo podcast. Não, ele não é de notícias de tecnologia. É o Papo De Geek.

Diferente do falecido Tecnopod (que era gravado e editado muito porcamente), o meu novo empreendimento auditivo é cuidado com bem mais carinho e atenção, além de ser distribuido em dois formatos diferentes: Mp3 com qualidade 96 kbps e Enhanced AAC também com 96 kbps de bitrate.

A vantagem do Enhanced AAC, como descobri quando o GuiLeite ainda gravava podcast, é que ele permite adicionar imagens arquivo de áudio, além de poder dividí-lo em capítulos. E como o assunto do podcast são os gadgets, nada mais perfeito para isso do que um formato em que as figuras aparecem (fica uma maravilha em ipods, iphones, touches e qualquer outro AAC player que suporte o formato Enhanced – se existir algum) quando nós falarmos dos aparelhos.

Por “nós” entenda-se eu, o Graveheart, o Thas (autor da nossa genial cover art) e mais uma pá de gente que compartilhe da mesma paixão por gadgets (HEY, NICK, tô acenando pra você criatura! :P) que nós três temos e que será convidada a participar uma vez ou outra, quando o Thas ou o Graveheart não puderem.

Enfim, é isso. Se você curte gadgets, dê uma ouvida no primeiro episódio que já está no ar e se gostar, não deixe de assinar nosso feed no seu agregador de podcasts favorito. Se não gostar e tiver alguma crítica a fazer, estamos abertos à elas: mande para podcast@papodegeek.com.

Quanto ao FP, vou tentar atualizá-lo com mais frequência aos finais de semana, e esperem ver mais posts relacionados com podcasts do que as futilidades de sempre. Depois, é claro, do post contando a desventura que prendeu minha criatividade em uma cela gelada por quatro meses. Essa sim é uma aventura que envolve cães e policiais. Figurativamente falando. Ou não.

A anatomia de um doloroso desbloqueio

Usar celular no Brasil é pedir para ser roubado. Não só pelo fato de poder ser abordado por um bandido nas ruas, bem antes disso. Na própria loja, na hora da compra do aparelho, o vendedor se torna o representante-mor da ânsia das operadoras pelo dinheiro do consumidor.

A prova disso aconteceu comigo há mais ou menos um mês.

Fui voluntariamente (deixo assim explícito que não foi nenhum tipo de campanha de telemarketing que me fez querer ir) à uma das lojas Tim na minha cidade para oferecer minha fidadelidade como cliente em troca de um aparelho de graça. Afinal, a fidelidade é algo extremamente valorizado pelas operadoras e o meu Nokia 6101 já tava parecendo um veterano da primeira e segunda guerra. Juntas.

Consegui então, por causa do meu plano atual de 60 minutos, um Nokia 2760 sem custo. Porém, bloqueado. No ato da compra pedi para ter o aparelho desbloqueado e, [ironia] para minha surpresa [/ironia], a gentil moça que me atendeu ficou vermelha, começou a cuspir espuma, ganhou dois chifres e um rabo pontudo e vociferou: SINTO MUITO, ISSO NÃO VAI SER POSSÍVEL.

Ok, ok, estou exagerando um pouco. Ela só deu um sorriso, disse que não dava, mostrou uma intepretação errada da resolução 477 da Anatel apoiada num suporte de plástico e seguiu adiante com a venda. Mas o princípio é o mesmo. Senti que como consumidor estava levando um tapa na cara e um chute na bunda dos meus direitos. Na hora, como estava desarmado de argumentos sólidos (apenas o meu conhecimento sem prova não ia ajudar muito), decidi deixar para lá e voltar outro dia.

No dia que retornei, estava decidido a ir mais fundo nesse esquema. Fui em cada uma das lojas de todas as operadoras disponíveis no local, me passei por um cliente e fiz algumas perguntas pros vendedores. O resultado é chocante. Para mim, ao menos.

TIM

Venda de celular com fidelidade (pós-pago): Aparelho bloqueado. E se você não perguntar, eles não vão avisar.

Carimbo na nota fiscal: Sim. E o campo que deveria ter uma assinatura do cliente deixaram em branco, pois não pedem para assinar. E se pedissem, eu não assinaria.

Venda de celular sem fidelidade (pré-pago): Aparelho bloqueado. Desbloqueio apenas pagando o valor total do aparelho.

Cobra para desbloquear? Sim, caso seja da tim e esteja atrelado a um plano de fidelidade, o valor total do aparelho.

Claro

Venda de celular com fidelidade (pós-pago): Aparelho bloqueado, mas é desbloqueado na hora só se o cliente requisitar.

Carimbo na nota fiscal: Não.

Venda de celular sem fidelidade (pré-pago): Na loja, não. Apenas pelo televendas.

Cobra para desbloquear? Não. Mas não desbloqueiam aparelhos de outras operadoras, você precisa provar que é cliente Claro.

Vivo

Venda de celular com fidelidade (pós-pago): Aparelho bloqueado, mas se o cliente requisitar, é desbloqueado na hora.

Carimbo na nota fiscal: Não.

Venda de celular sem fidelidade (pré-pago): Aparelho bloqueado, mas desbloqueiam sem que o cliente peça.

Cobra para desbloquear? Não. Qualquer aparelho, qualquer operadora: eles desbloqueiam.

Oi

Venda de celular com fidelidade (pós-pago): Aparelho desbloqueado.

Carimbo na nota fiscal: Não.

Venda de celular sem fidelidade (pré-pago): Aparelho desbloqueado.

Cobra para desbloquear? Não. Qualquer aparelho, qualquer operadora. Eles desbloqueiam. Quando possível.

O resultado da minha pesquisa foi apenas uma prova de que a lei de murphy continua a me usar como alvo dos seus piores experimentos. Eu uso a operadora que tem as PIORES práticas em relação ao desbloqueio de aparelhos.

Meu único consolo é achar que alguma outra que não ofereça seus serviços no Espírito Santo tenha atitudes piores do que essa, como por exemplo, sei lá, cobrar anatelreclligações para a Arábia Saudita que nunca aconteceram nas contas dos clientes e ao invés de devolver o dinheiro, dar um vale compras.

Mas a aventura não fica por aí. Antes de ir, reclamei junto à Anatel (se precisar reclamar, esse é o link, use-o – e sim, percebi que digitei errado e fiz graça de mim mesmo) e a Tim respondeu, dizendo que eu poderia voltar à loja e requisitar o desbloqueio gratuito. Com a reclamação impressa, nota fiscal e uma satisfação enorme, voltei à loja e pedi para mesma moça que havia me vendido o aparelho o desbloqueio.

anatelresp Foi lindo. Consegui notar que o sorriso com o qual ela me atendeu foi se desfazendo aos poucos a cada linha que ela lia. E adorei apontar para ela o meu sublinhado na parte onde estava escrito “DENÚNCIA”. Lindo, lindo. Ela abriu a requisição e três dias depois recebi no meu celular o código do desbloqueio via sms junto com o pedido para ir numa loja Tim para então, liberar o uso em outras operadoras.

Num combo de proporções fantásticas, murphy me deu outro golpe. O código não funcionou. E, acreditem, eu já esperava pelo soco no estômago.

Antes de fazer a reclamação na Anatel procurei incansavelmente durante horas e horas na internet pelos famosos geradores de códigos de desbloqueios até chegar a duas tristes conclusões. A primeira era que já eram uma da noite e eu precisava ir para a cama. A segunda é que nenhum celular 2760 pode ser desbloqueado com código.

A explicação é que a firmware do aparelho tem uma propriedade do tipo BB5 que, não entendi direito por que diabos, não permite o desbloqueio. Segundo vários fóruns que achei, seria necessário ou comprar um kit desbloqueio com cabo ou enviar para a Nokia. O meu orçamento curto preferiu o segundo.

Então é nesse ponto que a história termina. Meu celular ainda está bloqueado por um esforço conjunto da Tim com a Nokia. A primeira esforçando-se em descumprir as leis brasileiras e a segunda por fazer caca na firmware dos aparelhos.

Podcasts que assino 3

(Parte 3 de 3)

Podcasts brasileiros

Terminando a longa e demorada série (tive sindrome de fugita, não pergunte) de três posts com os podcasts que assino, foco agora nos podcasts brasileiros que pelo seu conteúdo de qualidade ou bom humor conseguiram conquistar-me como ouvinte fiel.

Papotech

papotech Autoria: Vinicius Lobo e João Roberto. Descrição: Tecnologia discutida da melhor forma possível: informalmente. Eles pararam de gravar ano passado por falta de tempo, mas retomaram o programa já faz umas duas semanas. E não perderam o ritmo. Tem gravação do episódio 89 ao vivo hoje no Ustream e/ou Yahoo Live. Frequência: Semanal (sem dia definido). Duração: 50 a 70 minutos. Tamanho do arquivo: 25 a 35 MB. Qualidade: Boa (64 kbps).

PodsemFio

podsemfio Autoria: Bia Kunze. Descrição: Tecnologia móvel destrinchada e comentada. Aplicativos portáteis e toda a sorte de gadgets explicados com uma opinião extremamente ponderada pela bela voz da dentista mais móvel da face da terra. E sim, é um nicho bem específico, mas ainda acho que ela entende o que fala. Frequência: Indefinido. Duração: 25 a 30 minutos. Tamanho do arquivo: 22 a 28 MB (depende do feed). Qualidade: Ótima (128 kbps).

Gui Leite Podcast

guileite Autoria: Gui Leite. Descrição: apesar de ser um Apple Fanboy declarado, Gui Leite consegue (na maior parte das vezes) expressar sua visão dos produtos Apple com bastante circunspecção. O podcast vez ou outra conta com um convidado que adiciona conteúdo ao programa ou causa um debate de pontos divergentes. Frequência: Bi-semanal (sem dias definidos). Duração: 15 a 50 minutos. Tamanho do arquivo: 7 a 26 MB. Qualidade: Boa (64 kbps).

Podcast do Alexandre Sena

alexandsena Autoria: Alexandre Sena. Descrição: Jornalista e blogueiro, Alexandre dá sua opinião nos últimos fatos e notícias ocorridos em terras brasileiras, além de vez ou outra soltar algum debate gravado nos diversos encontros que ele participa ou focar num assunto que lhe interessa. O podcast tem invervalos musicais bem distribuídos. Frequência: 1 a cada 2 semanas (aparentemente, todo dia 1º e 16 de cada mês, sabe-se lá o por quê). Duração: 25 a 45 minutos. Tamanho do arquivo: de 18 a 30 MB. Qualidade: Boa (96 kbps).

ElasPod

elaspod Autoria: Mila Juns e Alessandra Marfisa. Descrição: Duas moças conhecidas no campo do design de sites e programação pesquisam e debatem um ou dois assuntos específicos a cada episódio, de maneira simples e fácil de entender. Acho que foi o primeiro podcast de tecnologia que eu conheci. Elas voltaram em Abril, mas desde então, nenhum episódio foi publicado. Frequência: infrequente, mas vale a pena manter o feed no itunes. Duração: 20 a 30 minutos. Tamanho do arquivo: 17 a 31 MB. Qualidade: Ótima (128 kbps).

Podcast do SériesETC

Autoria: Carlos Alexandre, Patrícia Azeredo e Cláudia Croitor. Descrição: o mundo das séries é dissecado, comentado e ironizado pelos três editores do site homonônimo. Um podcast hilário, mas que para ouvir é preciso estar com pelo menos um pé dentro do mundo das séries. Não tem cover art, mas quem liga? Frequência: Semanal (sem dia definido). Duração: de 35 a 45 minutos. Tamanho do arquivo: 35 a 40 MB. Qualidade: Ótima (128 kbps).

RapaduraCast

Autoria: Jurandir Filho e Raphael Santos. Descrição: Apesar de ser um podcast de um portal de Cinema, o assunto não é focado apenas nos filmes. Séries também entram na pauta vez ou outra. O modelo foi copiado de um outro podcast famoso, mas que… enfim, não assino mais por motivos escusos. E apesar também da grande quantidade de off-topic, tem sua parcela justa de conteúdo. Também não tem cover art, mas e daí? Frequência: Semanal (quinta ou sexta-feira). Duração: 90 minutos em média. Tamanho do arquivo: 45 MB em média. Qualidade: Boa (64 kbps).

Iniciantes do ramo

Esses podcasts são de pessoas que deram sua cara à tapa. Começaram recentemente e tem tudo pra fazerem sucesso. Mas precisam melhorar algum detalhe antes disso. (Um que faz falta em ambos é uma cover art. Criem alguma imagem qualquer e coloquem nos arquivos, meus caros. Simples, rápido, fácil e deixa o podcast com uma cara mais fodona.)

HBDcast

Autoria: Kid. Descrição: Nerds discutem Games, Quadrinhos e toda a sorte de filmes. O principal problema é justamente o sucesso dos caras. A banda do Kid não aguenta o número de downloads que cada episódio tem, então ele recorreu para hosts gratuitos, tipo easy-share.com e rapidshare. Com isso, ele perdeu a principal característica de um podcast: entrega de arquivos via RSS, que é o mesmo problema do pessoal do Colmeia.tv. Kid, conhece Odeo.com? Então.

Baixo Nível

Autoria: Fronga, Juno e Théo. Descrição: Dois Três malucos inspirados por qualquer coisa falando qualquer m* que vier na cabeça sobre qualquer assunto que for conveniente. Já viram algo semelhante? Sim, eles se inspiraram no nerdcast. A edição do áudio precisa de uma melhorada (a música ao fundo ficou um pouco alta demais no último episódo), mas eles vão chegar lá. Ao menos eu espero que cheguem.

Podcasts que assino 2

(Parte 2 de 3)

Videocasts da ON Networks

Descoberta recentemente, a ON Networks garantiu seu lugar na minha lista por focar alguns das suas dezenas de shows em um assunto até então inédito pra mim na área de podcasts: comida. A empresa tem muitos outros podcasts nas mais diversas áreas, mas por enquanto só três me interessaram. A rede também pensa em seus assinantes com carinho: disponibiliza vários formatos diferentes para o download de podcasts, mais até do que o pessoal da Revision3.

(Nota: também aplico aqui o critério de repetitividade usado para descrever os podcasts da Revision3: assino o feed para Ipod/Iphone o que me dá uma média de 25MB de arquivo a cada 3 minutos de episódio.) 

Food Science

foodscience Autoria: Dr. Kiki Sanford. Descrição: Contrariando uma desgastada frase usada até hoje por pais que não gostam de desperdício na mesa, a ruivíssima Dr. Kiki brinca com várias comidas diferentes. Não só brinca, como pesquisa e divaga sobre elas semanalmente. Eventualmente, ela até come algum dos experimentos. Apesar desse podcast ser mais antigo, a primeira vez que vi o rosto da ruiva foi no PopSiren, o que me fez perguntar: será que o podcast acabou? Não vejo episódios novos desde março. Frequência: esporádica. Duração: de 3 a 7 minutos.

Stump the Chef

stumpthechef Autoria: Chef Matt Weaver. Descrição: Toda a semana, o Chef Matt recebe três ingredientes escolhidos aleatoriamente e precisa fazer um prato gurmet para passar pela aprovação de três juízes, também aleatórios (talvez nem tanto, já que a mãe de Matt já foi juíza do programa duas vezes). O podcast conta com dois narradores hilários descrevendo os passos do Chef em clima de futebol, com direito até a entrevistas no meio do cozimento. O mais esquisito até agora foi o que ele fez com polvo, chocolate e carne de búfalo. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 7 a 8 minutos.

Comedy Insider

comedyinsider Autoria: Christian Thom Descrição: Ser um comediante stand-up não é nada fácil. Christian mostra isso a cada episódio, em que ele entrevista um membro dessa seleta classe de humoristas, fazendo perguntas sobre determinados tópicos. Eu gosto por que entre uma pergunta e outra são inseridos pequenos esquetes das apresentações dos entrevistados, relacionados com os tópicos discutidos. Mas se você pensa em ser comediante Stand-up, pode aproveitar algumas dicas. Frequência: esporádica. Duração: de 7 a 8 minutos.

Podcasts independentes (ou quase)

Os podcasts a seguir não têm, necessariamente, uma empresa focada só a produção e publicação deles como no caso dos programas citados até aqui. Todavia, eles têm quase sempre a mesma qualidade dos anteriores. Muitas vezes são empresas com outro objetivo e plano de negócios que decidiu expandir seu público com a criação de um videocast. Outros são mesmo shows produzidos e editados pelos próprios apresentadores e patrocinados por grandes nomes. A variedade daqui pra baixo é lei.

Best Of Youtube

bestofyoutube Autoria: Lars Thorn Descrição: Uma renca de vídeos são publicados todo dia no Youtube. Como separar o joio sem-graça e patético do trigo interessante e curioso? Esse podcast foi feito com esse intuito. Há alguns meses Lars enfrentou uma batalha judicial com o Youtube por que ele não tinha autorização para ‘podcastear’ os vídeos. Agora, apesar das atualizações mais infrequentes, todo vídeo publicado tem permissão pra tal. Frequência: esporádica, média de 2 por semana. Duração: Imprevisível, depende do vídeo escolhido. Tamanho do arquivo: também imprevisível. Qualidade: Boa (320 X 240).

GeekBrief.TV

geekbrief Autoria: Cali Lewis. Descrição: Por ser apresentado por uma garota geek, esse podcast por si só já tem uma razão mais do que perfeita pra ser assinado pelos meus leitores cuecas de plantão. Mas para quem acha que isso não é o suficiente, posso dizer que é engraçado, informativo e muitas vezes te dá uma visão única e exclusiva de certos produtos e serviços. Foi por ele que, por exemplo, conheci e comecei a usar o Woopra. Frequência: esporádico, mantendo um mínimo de três por semana. Duração: de 3 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: de 18 a 20 MB (feed small quicktime). Qualidade: Boa (320 X 180).

Mahalo Daily

mahalodaily Autoria: Mahalo.com. Descrição: Mahalo é uma start-up interessante. Trata-se de um mecanismo de busca baseado no ser humano. Cada resultado é escrito por alguém da equipe Mahalo, que pesquisa e revisa o texto antes de torná-lo público. O show, atualmente à procura de uma nova apresentadora (já que a anterior pulou pro lado de Patrick Norton no Tekzilla), tem quase o mesmo foco do site: dicas de páginas e serviços interessantes na internet, entrevistas com famosos da web ou fora dela e objetos faça-você-mesmo. Frequência: Diário (segunda a sexta-feira). Duração: Variável. Tamanho do arquivo: Variável. Qualidade: Ótima (480 X 356).

CHTV

chtv Autoria: College Humor. Descrição: Quem conhece o site College Humor sabe que o teor de ironia, sarcasmo e humor negro por lá é bem alto. Algora imagine as mesmas cabeças que publicam esse tipo de conteúdo com uma câmera na mão e um editor de vídeo no desktop. Resultado mais provável? Um vídeo de sexo amador. Segundo resultado número mais provável? A CHTV. São pequenos esquetes hilários que vale a pena receber pelo RSS. Lembra da série Street Figher Later Years? Obra deles. Frequência: esporádica, mas nunca publicam um só vídeo por vez e sim aos lotes. Duração: de 1 a 7 minutos. Tamanho do arquivo: de 10 a 60 MB. Qualidade: Altíssima (640 X 360).

Onion News Network

onn Autoria: Onion News. Descrição: se o Mr. Manson fundasse uma rede de televisão, a Onion seria essa rede. O podcast é incrivelmente bem produzido, apesar de não ser o foco principal da rede (ela publica notícias no site e tem um jornal impresso), e por isso leva muita gente a acreditar no que é mostrado no vídeo. Eles já publicaram desde pseudo polêmicas envolvendo pedofilia e terrorismo até falsas reuniões do congresso americano. É, literalmente, de chorar (onion, get it? :P) de rir. Frequência: esporádica, mantendo um mínimo de dois por semana. Duração: de 2 a 4 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 20 MB. Qualidade: Boa (320 X 240).

This WEEK in TECH (áudio)

twit Autoria: Leo Laporte. Descrição: Um monte de fissurados por tecnologia conversam, debatem, discutem, brigam e fazem apostas pelo skype, um deles grava o áudio e mais tarde publica em vários formatos. Basicamente é isso. Só que os nomes envolvidos são figuras carimbadas do Vale do Silício. Leo Laporte, o criador da rede Twit e ex-empregado da Tech TV, junta uma turma do cacife de John C. Dvorak, Patrick Norton, Jason Calacanis e Will Harris todo domingo para gravar o podcast. Frequência: Semanal (Domingo ou segunda-feira). Duração: de 1h a 1h e 50min. Tamanho do arquivo: de 40 a 55 MB (Feed AAC). Qualidade: 64 kbps (AAC).

MAKE Podcast

make Autoria:  Make Magazine. Descrição: O podcast é inspirado nas páginas da revista Make Magazine, que traz mensalmente uma gama enorme de opções pra preencher o tempo livre dos leitores. Basicamente, é uma revista com instrunções de como fazer objetos, aparelhos e gadgets com materiais fáceis de se encontrar ou até recicláveis. Junto com o arquivo em vídeo, é entrege também um PDF com as instrunções impressas. Frequência: Semanal (sexta-feira).  Duração: de 3 a 5 minutos. Tamanho do arquivo: de 20 a 40 MB. Qualidade: Ótima (640 X 352).

East Meets West (áudio)

emw Autoria: Tom Merritt e Roger Chang. Descrição: O foco do podcast é completamente aleatório, decidido durante a gravação do dito cujo. Pode tanto resultar numa longa discussão política, como num rápido bate papo tecnológico ou uma troca de farpas recheadas de humor irônico, nunca se sabe. Os dois normalmente têm pontos de vista bem divergentes sobre um assunto em comum, por isso talvez o nome. Frequência: Semanal (sem dia definido). Duração: de 30 a 50 minutos. Tamanho do arquivo: de 25 a 35 MB. Qualidade: 128 kbps (MP3).

Webbalert

webbalert Autoria: Morgan Webb. Descrição: Notícias da tecnologia apresentadas de uma maneira rápida, dinâmica, bem-humorada e simples por uma das poucas pessoas que sobreviveram às demissões em massa oriundas da fusão G4 + TechTV. Por ser uma das poucas pessoas que sobraram, aliás, foi a razão pra Morgan ser uma das últimas a largar na corrida do conteúdo em vídeo online. Afinal, na época desse ‘boom’ ela ainda tinha (e mantém até hoje) o seu emprego na mídia offline, ao contrário de vários dos seus ex-colegas. Frequência: Diário (segunda a sexta-feira). Duração: de 6 a 7 minutos. Tamanho do arquivo: 50 a 60 MB. Qualidade: Alta (640 X 480).

Cook’s Illustrated Video Podcast

cooksillustrated Autoria: Cook’s Illustrated. Descrição: Receitas rápidas, dicas pra comprar produtos de cozinha, truques para elevar o gosto da comida apresentados de maneira detalhada e com uma narração simples. Gosto do podcast pelas receitas fáceis, não muito pelas dicas de cozinha por que afinal de contas, passo o maior parte do tempo pilotando um computador e não um fogão. Talvez a Gabi goste. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: de 2 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: de 25 a 50 MB. Qualidade: Alta (640 X 480).

Cranky Geeks

crankygeeks Autoria: Jonh C. Dvorak. Descrição: Podem ser rabugentos e reclamões, mas os geeks que passam pela mesa de Dvorak têm sempre algo pertinente a dizer. Cada semana Dvorak provoca, induz e toma parte nas mais nervosas discussões, estejam elas relacionadas com tecnologia ou não. A pauta do programa já foi tão distorcida que o ‘mullet’ de Molly Wood entrou em debate. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 25 a 30 minutos. Tamanho do arquivo: de 90 a 100 MB (depende do feed). Qualidade: Boa (320 X 240).

Happy Tree Friends

happytreefriends Autoria: Mondo Media. Descrição: Animação bem humorada e engraçada, com direito a muito sangue, orgãos voando e ossos estraçalhados. Sim, é humor negro e da melhor qualidade. A edição é perfeita e a qualidade de imagem idem. O enredo é sempre o mesmo (morte, morte e mais morte), mas a maneira como ela acontece varia das mais absurdas às mais plausíveis, como sendo sugado por um triturador de lixo. Nada mais normal, certo? E, aparentemente, os criadores fizeram uma parceria com o UOL. Não faço a menor idéia de qual foi o objetivo. Frequência: Esporádica. Duração: de 2 a 5 minutos. Tamanho do arquivo: de 10 a 20 MB. Qualidade: Boa (320 X 240).

Mac News Weekly

macnewsweekly Autoria: Max Murphy. Descrição: Ao melhor estilo Cali Lewis de apresentação, Max escolhe e repassa as notícias mais intrigantes do mundo Apple. É videocast de fanboy, eu sei, mas quando fico sabendo de notícias envolvendo macs e ipods e iphones, gosto de ver a visão dos dois lados: o de quem usa Windows e os MacManíacos. A edição não é muito boa e o cara usa aparelho o que atrapalha a dicção, mas o podcast está no 31º episódio ainda, deve melhorar. Frequência: Esporádica (mantendo um mínimo de 1 por semana. Duração: de 2 a 4 minutos. Tamanho do arquivo: 8 a 15 MB (depende do feed). Qualidade: Boa (320 X 176).

PLA Radio (áudio E vídeo)

plaradio Autoria: Phonelosers.org. Descrição: Outro bem ao estilo Mr. Manson, só que mais ilegal e menos mentiroso. Nesse podcast / videocast, o criador do site PhoneLosers.org ensina uma gama enorme de hacks possíveis e feitos com um rádio, além de divulgar gravações de trotes hilários feitos em estações de rádio com programas ao vivo. O único problema é a infrequência, mas vale a pena esperar por cada episódio. Frequência: Esporádica. Duração: Aleatória. Tamanho do arquivo: imprevisível. Qualidade: nunca se sabe.

Podwatch (áudio)

podwatch Autoria: Tom. Descrição: Se eu sair buscando pela iTunes Music store por podcasts, vou acabar com mais 100 podcasts na lista e com zero de espaço do meu HD. Por isso conto com o Podwatch para me controlar. O podcast é metalinguístico: Tom faz reviews de outros podcasts com base na qualidade, conteúdo, nível de entretenimento e outros critérios. Frequência: Semanal, mas o autor não publica nada desde Abril. Duração: de 8 a 15 minutos. Tamanho do arquivo: de 3 a 8 MB. Qualidade: 64 kbps.