Podcasts que assino 2

(Parte 2 de 3)

Videocasts da ON Networks

Descoberta recentemente, a ON Networks garantiu seu lugar na minha lista por focar alguns das suas dezenas de shows em um assunto até então inédito pra mim na área de podcasts: comida. A empresa tem muitos outros podcasts nas mais diversas áreas, mas por enquanto só três me interessaram. A rede também pensa em seus assinantes com carinho: disponibiliza vários formatos diferentes para o download de podcasts, mais até do que o pessoal da Revision3.

(Nota: também aplico aqui o critério de repetitividade usado para descrever os podcasts da Revision3: assino o feed para Ipod/Iphone o que me dá uma média de 25MB de arquivo a cada 3 minutos de episódio.) 

Food Science

foodscience Autoria: Dr. Kiki Sanford. Descrição: Contrariando uma desgastada frase usada até hoje por pais que não gostam de desperdício na mesa, a ruivíssima Dr. Kiki brinca com várias comidas diferentes. Não só brinca, como pesquisa e divaga sobre elas semanalmente. Eventualmente, ela até come algum dos experimentos. Apesar desse podcast ser mais antigo, a primeira vez que vi o rosto da ruiva foi no PopSiren, o que me fez perguntar: será que o podcast acabou? Não vejo episódios novos desde março. Frequência: esporádica. Duração: de 3 a 7 minutos.

Stump the Chef

stumpthechef Autoria: Chef Matt Weaver. Descrição: Toda a semana, o Chef Matt recebe três ingredientes escolhidos aleatoriamente e precisa fazer um prato gurmet para passar pela aprovação de três juízes, também aleatórios (talvez nem tanto, já que a mãe de Matt já foi juíza do programa duas vezes). O podcast conta com dois narradores hilários descrevendo os passos do Chef em clima de futebol, com direito até a entrevistas no meio do cozimento. O mais esquisito até agora foi o que ele fez com polvo, chocolate e carne de búfalo. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 7 a 8 minutos.

Comedy Insider

comedyinsider Autoria: Christian Thom Descrição: Ser um comediante stand-up não é nada fácil. Christian mostra isso a cada episódio, em que ele entrevista um membro dessa seleta classe de humoristas, fazendo perguntas sobre determinados tópicos. Eu gosto por que entre uma pergunta e outra são inseridos pequenos esquetes das apresentações dos entrevistados, relacionados com os tópicos discutidos. Mas se você pensa em ser comediante Stand-up, pode aproveitar algumas dicas. Frequência: esporádica. Duração: de 7 a 8 minutos.

Podcasts independentes (ou quase)

Os podcasts a seguir não têm, necessariamente, uma empresa focada só a produção e publicação deles como no caso dos programas citados até aqui. Todavia, eles têm quase sempre a mesma qualidade dos anteriores. Muitas vezes são empresas com outro objetivo e plano de negócios que decidiu expandir seu público com a criação de um videocast. Outros são mesmo shows produzidos e editados pelos próprios apresentadores e patrocinados por grandes nomes. A variedade daqui pra baixo é lei.

Best Of Youtube

bestofyoutube Autoria: Lars Thorn Descrição: Uma renca de vídeos são publicados todo dia no Youtube. Como separar o joio sem-graça e patético do trigo interessante e curioso? Esse podcast foi feito com esse intuito. Há alguns meses Lars enfrentou uma batalha judicial com o Youtube por que ele não tinha autorização para ‘podcastear’ os vídeos. Agora, apesar das atualizações mais infrequentes, todo vídeo publicado tem permissão pra tal. Frequência: esporádica, média de 2 por semana. Duração: Imprevisível, depende do vídeo escolhido. Tamanho do arquivo: também imprevisível. Qualidade: Boa (320 X 240).

GeekBrief.TV

geekbrief Autoria: Cali Lewis. Descrição: Por ser apresentado por uma garota geek, esse podcast por si só já tem uma razão mais do que perfeita pra ser assinado pelos meus leitores cuecas de plantão. Mas para quem acha que isso não é o suficiente, posso dizer que é engraçado, informativo e muitas vezes te dá uma visão única e exclusiva de certos produtos e serviços. Foi por ele que, por exemplo, conheci e comecei a usar o Woopra. Frequência: esporádico, mantendo um mínimo de três por semana. Duração: de 3 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: de 18 a 20 MB (feed small quicktime). Qualidade: Boa (320 X 180).

Mahalo Daily

mahalodaily Autoria: Mahalo.com. Descrição: Mahalo é uma start-up interessante. Trata-se de um mecanismo de busca baseado no ser humano. Cada resultado é escrito por alguém da equipe Mahalo, que pesquisa e revisa o texto antes de torná-lo público. O show, atualmente à procura de uma nova apresentadora (já que a anterior pulou pro lado de Patrick Norton no Tekzilla), tem quase o mesmo foco do site: dicas de páginas e serviços interessantes na internet, entrevistas com famosos da web ou fora dela e objetos faça-você-mesmo. Frequência: Diário (segunda a sexta-feira). Duração: Variável. Tamanho do arquivo: Variável. Qualidade: Ótima (480 X 356).

CHTV

chtv Autoria: College Humor. Descrição: Quem conhece o site College Humor sabe que o teor de ironia, sarcasmo e humor negro por lá é bem alto. Algora imagine as mesmas cabeças que publicam esse tipo de conteúdo com uma câmera na mão e um editor de vídeo no desktop. Resultado mais provável? Um vídeo de sexo amador. Segundo resultado número mais provável? A CHTV. São pequenos esquetes hilários que vale a pena receber pelo RSS. Lembra da série Street Figher Later Years? Obra deles. Frequência: esporádica, mas nunca publicam um só vídeo por vez e sim aos lotes. Duração: de 1 a 7 minutos. Tamanho do arquivo: de 10 a 60 MB. Qualidade: Altíssima (640 X 360).

Onion News Network

onn Autoria: Onion News. Descrição: se o Mr. Manson fundasse uma rede de televisão, a Onion seria essa rede. O podcast é incrivelmente bem produzido, apesar de não ser o foco principal da rede (ela publica notícias no site e tem um jornal impresso), e por isso leva muita gente a acreditar no que é mostrado no vídeo. Eles já publicaram desde pseudo polêmicas envolvendo pedofilia e terrorismo até falsas reuniões do congresso americano. É, literalmente, de chorar (onion, get it? :P) de rir. Frequência: esporádica, mantendo um mínimo de dois por semana. Duração: de 2 a 4 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 20 MB. Qualidade: Boa (320 X 240).

This WEEK in TECH (áudio)

twit Autoria: Leo Laporte. Descrição: Um monte de fissurados por tecnologia conversam, debatem, discutem, brigam e fazem apostas pelo skype, um deles grava o áudio e mais tarde publica em vários formatos. Basicamente é isso. Só que os nomes envolvidos são figuras carimbadas do Vale do Silício. Leo Laporte, o criador da rede Twit e ex-empregado da Tech TV, junta uma turma do cacife de John C. Dvorak, Patrick Norton, Jason Calacanis e Will Harris todo domingo para gravar o podcast. Frequência: Semanal (Domingo ou segunda-feira). Duração: de 1h a 1h e 50min. Tamanho do arquivo: de 40 a 55 MB (Feed AAC). Qualidade: 64 kbps (AAC).

MAKE Podcast

make Autoria:  Make Magazine. Descrição: O podcast é inspirado nas páginas da revista Make Magazine, que traz mensalmente uma gama enorme de opções pra preencher o tempo livre dos leitores. Basicamente, é uma revista com instrunções de como fazer objetos, aparelhos e gadgets com materiais fáceis de se encontrar ou até recicláveis. Junto com o arquivo em vídeo, é entrege também um PDF com as instrunções impressas. Frequência: Semanal (sexta-feira).  Duração: de 3 a 5 minutos. Tamanho do arquivo: de 20 a 40 MB. Qualidade: Ótima (640 X 352).

East Meets West (áudio)

emw Autoria: Tom Merritt e Roger Chang. Descrição: O foco do podcast é completamente aleatório, decidido durante a gravação do dito cujo. Pode tanto resultar numa longa discussão política, como num rápido bate papo tecnológico ou uma troca de farpas recheadas de humor irônico, nunca se sabe. Os dois normalmente têm pontos de vista bem divergentes sobre um assunto em comum, por isso talvez o nome. Frequência: Semanal (sem dia definido). Duração: de 30 a 50 minutos. Tamanho do arquivo: de 25 a 35 MB. Qualidade: 128 kbps (MP3).

Webbalert

webbalert Autoria: Morgan Webb. Descrição: Notícias da tecnologia apresentadas de uma maneira rápida, dinâmica, bem-humorada e simples por uma das poucas pessoas que sobreviveram às demissões em massa oriundas da fusão G4 + TechTV. Por ser uma das poucas pessoas que sobraram, aliás, foi a razão pra Morgan ser uma das últimas a largar na corrida do conteúdo em vídeo online. Afinal, na época desse ‘boom’ ela ainda tinha (e mantém até hoje) o seu emprego na mídia offline, ao contrário de vários dos seus ex-colegas. Frequência: Diário (segunda a sexta-feira). Duração: de 6 a 7 minutos. Tamanho do arquivo: 50 a 60 MB. Qualidade: Alta (640 X 480).

Cook’s Illustrated Video Podcast

cooksillustrated Autoria: Cook’s Illustrated. Descrição: Receitas rápidas, dicas pra comprar produtos de cozinha, truques para elevar o gosto da comida apresentados de maneira detalhada e com uma narração simples. Gosto do podcast pelas receitas fáceis, não muito pelas dicas de cozinha por que afinal de contas, passo o maior parte do tempo pilotando um computador e não um fogão. Talvez a Gabi goste. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: de 2 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: de 25 a 50 MB. Qualidade: Alta (640 X 480).

Cranky Geeks

crankygeeks Autoria: Jonh C. Dvorak. Descrição: Podem ser rabugentos e reclamões, mas os geeks que passam pela mesa de Dvorak têm sempre algo pertinente a dizer. Cada semana Dvorak provoca, induz e toma parte nas mais nervosas discussões, estejam elas relacionadas com tecnologia ou não. A pauta do programa já foi tão distorcida que o ‘mullet’ de Molly Wood entrou em debate. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 25 a 30 minutos. Tamanho do arquivo: de 90 a 100 MB (depende do feed). Qualidade: Boa (320 X 240).

Happy Tree Friends

happytreefriends Autoria: Mondo Media. Descrição: Animação bem humorada e engraçada, com direito a muito sangue, orgãos voando e ossos estraçalhados. Sim, é humor negro e da melhor qualidade. A edição é perfeita e a qualidade de imagem idem. O enredo é sempre o mesmo (morte, morte e mais morte), mas a maneira como ela acontece varia das mais absurdas às mais plausíveis, como sendo sugado por um triturador de lixo. Nada mais normal, certo? E, aparentemente, os criadores fizeram uma parceria com o UOL. Não faço a menor idéia de qual foi o objetivo. Frequência: Esporádica. Duração: de 2 a 5 minutos. Tamanho do arquivo: de 10 a 20 MB. Qualidade: Boa (320 X 240).

Mac News Weekly

macnewsweekly Autoria: Max Murphy. Descrição: Ao melhor estilo Cali Lewis de apresentação, Max escolhe e repassa as notícias mais intrigantes do mundo Apple. É videocast de fanboy, eu sei, mas quando fico sabendo de notícias envolvendo macs e ipods e iphones, gosto de ver a visão dos dois lados: o de quem usa Windows e os MacManíacos. A edição não é muito boa e o cara usa aparelho o que atrapalha a dicção, mas o podcast está no 31º episódio ainda, deve melhorar. Frequência: Esporádica (mantendo um mínimo de 1 por semana. Duração: de 2 a 4 minutos. Tamanho do arquivo: 8 a 15 MB (depende do feed). Qualidade: Boa (320 X 176).

PLA Radio (áudio E vídeo)

plaradio Autoria: Phonelosers.org. Descrição: Outro bem ao estilo Mr. Manson, só que mais ilegal e menos mentiroso. Nesse podcast / videocast, o criador do site PhoneLosers.org ensina uma gama enorme de hacks possíveis e feitos com um rádio, além de divulgar gravações de trotes hilários feitos em estações de rádio com programas ao vivo. O único problema é a infrequência, mas vale a pena esperar por cada episódio. Frequência: Esporádica. Duração: Aleatória. Tamanho do arquivo: imprevisível. Qualidade: nunca se sabe.

Podwatch (áudio)

podwatch Autoria: Tom. Descrição: Se eu sair buscando pela iTunes Music store por podcasts, vou acabar com mais 100 podcasts na lista e com zero de espaço do meu HD. Por isso conto com o Podwatch para me controlar. O podcast é metalinguístico: Tom faz reviews de outros podcasts com base na qualidade, conteúdo, nível de entretenimento e outros critérios. Frequência: Semanal, mas o autor não publica nada desde Abril. Duração: de 8 a 15 minutos. Tamanho do arquivo: de 3 a 8 MB. Qualidade: 64 kbps.

Podcasts que assino 1

(Parte 1 de 3)

Podcasts da C|Net

A C|Net Networks (Computer Networks Networks - sim, a sigla significa isso mesmo) é uma das poucas empresas que sobreviveram ao estouro da bolha da web em 2000. Seu principal foco é a geração de conteúdo na área de Tecnologia e Internet em geral, com reportagens, notícias e reviews. Para isso, conta com duas sedes independentes, uma no pólo da tecnologia americana, São Francisco e outra em Nova York. Um dos grandes carros-chefes da compania é o podcast Buzz Out Loud, que foi lançado em 2005 e que ganhou fama na internet ao longo dos anos. Recentemente a empresa decidiu focar seus esforços no campo de vídeos, com a Cnet TV. Todos os feeds para esses e outros podcasts podem ser encontrados na central de podcasts.

The 404 (áudio)

the404 Autoria: Randall Bennet, Jeff Bakalar e Wilson Tang. Descrição: O foco do programa é absurdamente aleatório, embora seus autores digam que discutem séries de TV, filmes e games. O humor dos três é escrachado e cheio de palavrões, que para a alegria dos ouvintes, não são bipados. A gravação ocorre quase sempre às 1h da tarde no brasil e pode ser vista ao vivo no canal do podcast no Ustream. Frequência: Diária. (segunda a sexta-feira). Duração: de 22 a 30 minutos. Tamanho do arquivo : 15 a 20 MB. Qualidade: 64 kbps.

Buzz Out Loud (áudio)

buzzAutoria: Tom Merrit, Molly Wood e Jason Howell. Descrição: Começou  com dois editores da C|Net, Tom Merritt e Molly Wood, discutindo as últimas notícias tecnológicas do dia em 10 minutos. Depois, com o prolongamento do programa, ele ganhou o a tagline “podcast de duração indeterminada”. Mais tarde, a produtora do programa, Veronica Belmont, ganhou voz e contribuiu (e ainda contribui como convidada vez ou outra) com suas opiniões e impressões até meados de Julho do ano passado, quando deixou a empresa (sua saída foi parar até na home do Digg). Nessa sexta-feira, depois de muitos testes e transmissões ao vivo das gravações pelo Ustream, eles devem estreiar a versão em vídeo. Frequência: Diário (segunda a sexta-feira). Duração: 30 a 40 minutos. Tamanho do arquivo: 20 a 25 MB. Qualidade: 80 Kbps.

Gadgettes (áudio)

gadgettes Autoria: Molly Wood, Kelly Morrison e Jason Howell. Descrição: Cada semana, um tema. Cada tema, uma mão cheia de gadgets que se encaixam nele. Com um teor hilário e único (esse é um dos podcasts mais engraçados que assino), duas mulheres expressam suas opiniões femininas dos gadgets escolhidos à dedo por elas e o produtor do programa faz o papel de contra-peso, representando a voz masculina. Seus segmentos “What the hell?!” e “PRETTYYYY” são a marca registrada do show. Frequência: Semanal (sexta-feira). Duração: 30 a 40 minutos. Tamanho do arquivo : 20 a 25 MB. Qualidade: 80 Kbps.

Indecent Exposure (áudio)

indicentexposure Autoria: Lori Grunin, Phil Ryan e Matt Fitzgerald. Descrição: Notícias, lançamentos e esclarecimento de dúvidas sobre câmeras e fotografia digital em geral. Por ser um lançamento recente (tem apenas 2 episódios publicados), a química do trio ainda está se formando. Mas já é possível perceber que a mistura de inteligência e humor também está incluída nesse podcast. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 10 a 20 minutos. Tamanho do arquivo: 12 a 20 MB. Qualidade: 128 kbps.

The Buzz Report (vídeo)

buzzreport Autoria: Molly Wood. Descrição: A coluna semanal e homonônima escrita por Molly deu origem a esse video podcast em que ela faz comentários irônicos e hilários sobre as notícias que mais geraram barulho (que em inglês é Buzz, por isso o nome) no mundo da tecnologia na semana. Também aproveita pra reclamar (ou, como já foi definido pelo Urban Dictionary, ‘Mollyrantear’) de algum fato que a deixa impaciente ou nervosa com qualquer compania ou indivíduo. O “rant” dessa semana? A  embaralhada (con)fusão Microsoft + Yahoo. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 3 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 15 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

GeekPop (vídeo)

geekpop Autoria: Molly Wood e Tom Merritt. Descrição: Com o foco na Cnet TV aumentando, alguns novos shows foram lançados. E GeekPop foi um deles. No programa, as duas figuras carimbadas da empresa falam quais foram os últimos lançamentos de DVD, livros, filmes e séries de TV na área geek e nerd. Obviamente, os lançamentos nos EUA ocorrem mais rápido do que em terras brasileiras, mas eles não soltam spoilers. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 5 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 15 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Crave (video)

crave Autoria: Brian Tong e convidados. Descrição: O podcast é uma coleção dos mais loucos, incríveis e estonteantes Gadgets publicados no blog homonônimo. Foi, durante muito tempo, apresentado por Veronica Belmont antes da moça partir para a start-up Mahalo.  O hilário segmento “Do NOT crave” mostra de qual dispositivo você deve manter distância ou qual não deve ser produzido nunca, no caso de gadgets-conceito. Frequência: Semanal (sexta-feira). Duração: de 3 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 15MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Loaded (vídeo)

loaded Autoria: Natali Del Conte. Descrição: As manchetes mais interessantes do dia anterior são expostas por Natali com uma dose de bom humor misturada com seriedade jornalística, não me pergunte como ela consegue equilibrar os dois. Vez ou outra, pequenas reportagens são inseridas como segmentos do programa. Na mais recente, Natali percorreu uma praça de Nova York com uma capa de diamantes para Iphone no valor de 100 mil dólares e conseguiu colher algumas caras de espanto. Frequência: Semanal (segunda a quinta-feira). Duração: de 5 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 40 a 60 MB. Qualidade: Ipod (640 X 480).

Product Spotlight (vídeo)

productspotlight Autoria: Brian Tong e convidados. Descrição: Novos produtos são lançados todos os dias. O objetivo desse podcast é mirar o feixe de luz em um aparelho específico, que gerou muito buzz no lançamento ou que tem alguma característica inovadora. Brian resenha suas impressões, gostos e desgostos muito detalhadamente, apesar da curta duração de cada episódio. Também leva muito bom humor como ingrediente. Frequência: esporádico. Duração: de 2 a 3 minutos. Tamanho do arquivo: 6 a 10 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

C|Net Live

cnetlive Autoria: Bryan Cooley e Tom Merritt. Descrição: Um programa ao vivo de resolução de perguntas. Os telespectadores ligam para um número gratuito nos EUA e têm suas dúvidas solucionadas pelos dois apresentadores, que se esforçam para buscar uma solução tanto no Google quanto na própria cabeça. A transmissão pode ser vista às 5h da tarde no site da C|Net TV. Como é um número gratuito, é possível ligar através do Skype, mas até hoje nenhum brasileiro se arriscou. Frequência: Semanal (quinta-feira: transmissão ao vivo - sexta-feira: publicação na forma de podcast). Duração: 30 a 32 minutos. Tamanho do arquivo: 80 a 90 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Mailbag

mailbag Autoria: Molly Wood. Descrição: Todos os dias, centenas de emails são enviados através da página de Feedback da C|Net. Esse podcast foi criado para responder alguns deles e, ocasionalmente, fazer graça com os erros de digitação e nonsense de alguns usuários que não entenderam ainda o conceito de internet. No último episódio, foi exibido um making of do C|Net Live. Pra quem curte TV, é fantástico. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: de 3 a 5 minutos. Tamanho do arquivo: de 10 a 15 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Prizefight

prizefight Autoria: Brian Tong. Descrição: Nem sempre o produto mais caro é o que mais tem funcionalidades. Com um olhar único dos gadgets apresentados, Brian compara e dá nota à diversas características em diferentes aparelhos ou sites que tenham um propósito em comum, sejam celulares, mp3 players, máquinas fotográficas ou redes sociais. O último episódio foi um especial com Brian Cooley por que os dois ‘gadgets’ comparados foram dois carros e Cooley é o especialista em automóveis. Frequência: Semanal (terça-feira). Duração: de 4 a 6 minutos. Tamanho do arquivo: 10 a 18 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Top 5

top5 Autoria: Tom Merritt. Descrição: Rankings e listas sempre rendem um bom conteúdo. E esse podcast abusa dele. O formato de apresentação junto dos comentários feito por Tom tornam os episódios cômicos e únicos. As listas são originadas pelos próprios usuários sem que eles saibam: são os termos mais buscados ou os programais mais baixados ou os gadgets mais requisitados. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 2 a 3 minutos. Tamanho do arquivo: de 6 a 8 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Insider Secrets e Quick Tips (vídeo)

quicktips insidersecrets Autoria: Vários, sem um específico. Descrição: São dois podcasts diferentes, mas o foco é basicamente o mesmo: Divulgar dicas e macetes para acelerar seu computador, facilitar seu trabalho ou resolver pequenos problemas de atualização. Esse até quem não fala inglês consegue entender, pois eles sempre mostram um passo-a-passo bem fácil de seguir. Frequência: indefinido. Duração: de 1 a 4 minutos. Tamanho do arquivo : 4 a 6 MB. Qualidade: Ipod (320 X 240).

Vídeocasts da Revision3

TV na internet. Essa é a melhor definição possível para a Revision3. Ela pode ser considerada uma start-up, pois não gera lucro (embora todos os programas já tenham patrocinadores). Seu principal foco é Tecnologia e Internet, apresentados sempre com criatividade e sensacional bom humor. Grande parte dos apresentadores e produtores são ex-empregados da falecida TechTV, o que por si só já gerou uma publicidade razoavelmente grande.

Uma coisa que adoro na Revision3 é o número de formatos diferentes em que eles disponibilizam os shows: Áudio, XviD, Ipod, WMV e Flash. Todos os vídeos têm opção de pequena, média ou alta resolução e os feeds para todos os shows podem ser encontrados na página de cada um deles.

(Nota: para evitar repetição, já deixo explícito que assino o feed “Small quicktime” de todos os podcasts abaixo. A média do tamanho do arquivo varia de acordo com a duração do show: 5 MB para 2 minutos, 50 MB para 20 minutos e 100MB para 40 minutos.)

Diggnation

diggnation Autoria: Kevin Rose e Alex Albrecht. Descrição: Considerado o carro-chefe da start-up, esse podcast cobre algumas das notícias mais votadas da semana pelo público do site digg.com. Basicamente os dois sentam no sofá, tomam cerveja (algumas vezes, chá) e balbuciam qualquer comentário sobre as notícias que eles escolheram. E fazem isso muito bem. Segundo declarado pelo próprio Kevin na AdTech, Diggnation tem uma média de 1/4 de milhão de downloads por episódio. Frequência: Semanal (sexta-feira). Duração: de 30 a 50 minutos.

PopSiren

popsiren Autoria: Sarah Lane, Jessica Corbin e mais um elenco rotatório de 3 belas moças. Descrição: Apesar de ser um podcast só apresentado por mulheres, o foco não é moda ou fofocas de celebridades. Ao invés disso, com um humor escrachado e sarcástico ao extremo, o programa tem segmentos envolvendo cultura moderna, ciência (como por exemplo, controlar fogo usando som) dicas de sites, livros geeks, notícias bizarras que ganharam mídia e coisas ao estilo ‘faça-você-mesmo’. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 30 a 40 minutos.

Tekzilla

tekzilla Autoria: Patrick Norton e Veronica Belmont. Descrição: Dicas, reviews e soluções de problemas na área de informática e TV em geral. O grande foco do programa são as perguntas enviadas pelos telespectadores e que nem sempre são simples de respoder. Variam de mais fáceis, como por exemplo qual browser é mais seguro pra navegar, até o mais complexo, como qual monitor que tenha saída S-vídeo, HDMI com resolução de 1080p e se encaixe num orçamento de 400 dólares. Frequência: Semanal (sexta-feira) E/OU diário (A versão diária de segunda a quinta é mais curta e mostra dicas para resolução de problemas em Macs e Windows). Duração: 30 a 40 minutos (semanal) e 1 a 2 minutos (diário).

PixelPerfect

pixelperfect Autoria: Bert Monroy. Descrição: Truques, mágicas e design de logos usando Photoshop. Cada episódio ensina, com um passo a passo fácil e descomplicado, como transformar uma imagem em branco ou uma foto digital em uma peça de arte digna de uma moldura. Talvez até COM a moldura na imagem. Em um dos últimos episódios, Bert mostro como deixar uma pessoa bem machucada. Ou pelo menos fingir. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: de 15 a 20 minutos.

Internet Superstar

internetsuperstar Autoria: Martin Sargent e Gator. Descrição: Um show de comédia pura e simplesmente focado na internet. Seus apresentadores estão supostamente gravando numa casinha no quintal da casa da mãe de Martin e de lá conversam por videoconferência com várias estrelas que gravaram seu nome na calçada virtual da fama. Na versão diária do programa eles divulgam, com uma ironia às vezes até forçada, aqueles que tentaram mas não conseguiram se tornar rostos conhecidos e qualquer outra bizarrice que tenha ganhado fama o suficiente pra parar na caixa de entrada de Martin. Frequência: Semanal (quarta-feira) e diário (segundas, terças, quintas e sextas-feiras). Duração: de 30 a 50 minutos (semanal) E/OU 1 a 3 minutos (diário).

Scam School

scamschool Autoria: Brian Brushwood. Descrição: O próprio autor define o podcast como o único capaz de te mostrar como usar artifícios da engenharia social (a mesma usada por scammers que enviam emails falsos - daí o nome do programa) no bar e nas ruas. A promessa é cumprida. Tanto que o podcast ficou durante duas semanas no topo do raking dos podcasts mais assinados na iTunes Music Store. Frequência: Semanal (quinta-feira). Duração: de 4 a 6 minutos.

Systm

systm Autoria: Patrick Norton e Dave Randalph. Descrição: Modificar seu computador vai virar um hábito se você assistir a esse podcast. Em cada edição, um (ou às vezes vários) novo macete tecnológico é mostrado com instrunções simples e baratas. Uma antena amplificadora de sinal wi-fi? Fácil. Instalação de um sistema de resfriamento de processador com água? Moleza. Aplicar overclocking? Brincadeira de criança. Frequência: Semanal (segunda-feira). Duração: 15 a 35 minutos.

The Digg Reel

diggreel Autoria: Andrew Bancroft. Descrição: Outro derivado do Digg.com, mas dessa vez de uma sessão específica: vídeos. Andrew apresenta quais foram os vídeos mais votados da semana em uma ordem aleatória, além de traçar seus próprios comentários e ler outros dos usuários do site. Cada episódio mostra em média sete a dez vídeos de várias fontes diferentes, então mesmo que você não saiba inglês, pode ser uma boa assinatura. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 10 a 20 minutos.

The Revision3 Gazette

rev3gazette Autoria: Vários apresentadores. Descrição: O podcast  mostra os bastidores da produção dos shows dentro dos estúdios Revision3. Vez ou outra, mostram os erros de gravação ou a montagem do maquinário necessário para fazer a mágica acontecer. A premissa inicial de toda semana seria dos usuários do fórum definirem um tema para o programa, sugerindo o que eles gostariam de ver. Mas até agora não sei se conseguiram. Frequência: Semanal (quarta-feira). Duração: de 15 a 20 minutos.

50 podcasts e contando

feedfone É público e notório que eu sou um grande fã de podcasts. Já declarei ao vivo, por escrito e por telefone. O único meio em que falta declarar esse fato é por fax, mas escrever “amo podcasts” numa folha de papel e mandar pra alguém seria meio ridículo. Até por que não tenho fax.

O conceito de podcast é tão novo quanto o próprio conceito de Feeds XML. Só foi possível criar essa nova forma de transmissão de mídia depois da criação da linguagem XML, essencial para podcasts funcionarem. Felizmente, ao adquirir meu primeiro ipod em 2005, eu já tinha conhecimento do formato e funcionamento dos podcasts e por isso pude abusar do aparelho.

Infelizmente o Brasil ainda é relativamente atrasado nesse campo. Sim, sei que temos inúmeros podcasts em áudio, a grande maioria deles com qualidade. Por isso, pode parar de escrever o comentário citando o Nerdcast, Podsemfio ou Elaspod. O ‘relativamente’ se refere a um campo que não vejo progredir de jeito algum entre podcasters brasileiros: o de podcasts em vídeo. Também já sei do Colmeia.tv e do futuro Podsemfio TV (já pode linkar, né Bia?), mas… são só esses. Se existem outros, eles não fizeram a lição de casa em marketing e propaganda, pois já estou há mais de oito anos na internet e nunca ouvi falar de nenhum outro.

Vídeo, aliás, foi uma das principais razões pra justificar a compra do Ipod Touch no final do ano passado: eu o usaria muito com esse tipo de mídia digital específico. Na época, eu já entendia, usava e abusava do conceito de séries de TV em torrent. E um player portátil para elas não seria nada mal. E eu só assinava uns vinte ou trinta podcasts, a maior parte em mp3 ou aac.

Só em 2008 que o número de vídeocasts superou tanto o número de séries que assistia quanto o de podcasts em áudio, somando o total assustador assinaturas que ostento no título deste post. E não foi nem preciso me esforçar muito, o conteúdo em vídeo veio até mim. Conteúdo esse, disponível apenas em inglês até agora.

Então para evitar os já frequentes “HEIN?” e “OHH, TUDO ISSO?” que acompanham a cara de espanto quando revelo os números do meu iTunes, decidi tornar pública a razão pelo qual cada um desses podcasts capturaram minha atenção, me fidelizaram como ouvinte ou telespectador e me fizeram escrever esse post divulgando-os. A razão principal é: conteúdo.

Não importa qual tipo ou a frequência, conteúdo é o que mais valorizo quando assino um podcast. Seja ele patrocinado ou não. Seja ele produzido e editado nos estúdios de uma grande empresa ou seja gravado e editado na garagem da casa do apresentador.

(Nota: o post ficou gigantesco e por isso decidi quebrá-lo em várias partes, para melhor digestão. E, BTW, se você não entende inglês talvez acho os posts seguintes um tanto quanto restritos. :P)

(Nota 2: se você for ansioso demais e não quiser esperar pelos próximos posts, fica aqui um link para o OPML com todos os podcasts que assino.)

Blogetim de ocorrências

(Ah, a arte de elaborar títulos infames.)

Originalmente, se pesquisarmos a origem do feedback na teoria da administração chegaremos num ponto em que Faiol (ou Taylon ou qualquer um desses teóricos chatos do qual não faço questão de lembrar o nome) definiu-o como sendo um tipo de retorno ou resposta que se dava à alguma empresa ou alguém depois que este lhe forneceu um produto ou serviço.

Esse processo, que aparentemente deveria ser feito numa via única entre cliente e empresa (e vice-versa em alguns casos), evoluiu numa intensidade tão grande que nem um “pra caralho” consegue mensurar. Hoje ninguém dá mais feedback pra uma empresa e fica por isso mesmo. Eles receberam um aspecto mais público, mais aberto. Principalmente quando estão recheados de elogios. São citações voando em páginas e mais páginas de anúncios.

Quando esse conceito é levado pro comércio eletrônico, a diversão começa. O feedback nesse sistema tem suas vantagens. Poder ser lido em qualquer lugar é uma delas. Empresas já disponibilizam esse tipo de sistema, em que os clientes podem dar suas opiniões sobre o produto e/ou a loja, no seu site faz anos. Obviamente, elas ainda exercem um certo controle sobre o sistema. Afinal, já imaginou o que aconteceria se houvesse um sistema de feedback que elas não controlassem?

Tenho dois exemplos ótimos dessa real possibilidade (antítese, anyone?).

Kid, do Hoje é um Bom Dia e Cynara do Mundo Tecno. Ambos foram usurpados, roubados, encanastrados (entre toda a sorte de adjetivos e eufemismos pra descrever ‘enganados’ esses foram os menos sujos que encontrei) e divulgaram o fato em seus respectivos blogs.

Eu, como bom reverbador da opinião alheia, passo adiante os dois fatos ocorridos para que sirva de alerta pra quem acha que tudo na internet são flores encriptadas com RSA de 256 bits.

O mais antigo é o rolo da Cynara, que confiou seu pobre cartão de crédito às garras de sanguessuga (biologia? pra quê?) da FNAC, que muito de boa vontade, tirou o emprego de um ladrão de rua ao roubar a pobre moça. Ela iria comprar um som novo pro carro e acabou com promessas infrutíferas. A loja não sabe pra onde foi o produto e empurra com a barriga o máximo que pode o prazo para resolução do problema. A compra foi dia 7 do mês passado e até a publicação deste post não havia sido resolvido.

Resultado? Má reputação. Não acho que nenhum dos leitores dela ou meus vão querer comprar na FNAC depois de tomar conhecimento sobre esse fato. São mais de novecentas pessoas que lêem ambos os blogs via feed, sem contar os visitantes diários. Parabéns, FNAC. Quase mil clientes a menos na conta.

O caso mas recente é o do Kid, que ao tomar conhecimento de que o Flickr havia inaugurado sua integração com vídeo decidiu comprar uma conta pro no famoso serviço de fotos para poder abusar da nova funcionalidade. O cara mora no Canadá, mas mesmo assim teve que usar um serviço brasileiro para pagar pela conta por causa do endereço de email usado no cadastro. Um serviço brasileiro com o qual o Flickr tem algum tipo de acordo, pois não há nenhuma outra forma de pagar os 45 reais a não ser pelo tal Pagador.com.br.

Obviamente, por questões de geografia, não seria possível pagar com boleto bancário, só com cartão de crédito. Ao terminar de inserir os dados sigilosos, a tela de “a transação não pode ser completada, tente novamente” aparece. Eu teria provavelmente a mesma reação: desconfiômetro apitando no máximo. E isso não melhorou muito quando ele descobriu o que havia na home do porco serviço. O suporte do Flickr até tentou achar uma solução, mas fez um esquema a là telemarketing: só indicou qual era o problema, foi repetitivo e parou no meio do caminho.

Resultado? Ele não recebeu a conta pro, e felizmente não detectou nenhum débito estranho na conta do cartão. Mas e a má-prestação de serviços por parte da Braspag (dona do Pagador.com.br) foi divulgada. Mais de mil pessoas ficaram sabendo do ocorrido e se precisarem, vão encontrar outros meios de conseguir uma conta pro.

A lição semi-distorcida (porém, pé-no-chão) que tiro desses dois casos é: faça algum curso superior envolvendo relações públicas. Empresas que querem manter seu nome limpo na rede vão precisar desse tipo de profissional cada vez mais. Elas só não perceberam ainda.

Bloqueio ao Wordpress.com e a ignorância brasileira

Reportado por vários blogs e temido por muitos outros, o bloqueio à plataforma de blogs Wordpress.com por parte dos provedores da internet no Brasil consegue provar pro mundo o quão estúpidas e/ou despreparadas as agências de regulamentação da internet aqui em bananaland conseguem ser.

Não quero entrar na discussão controversa sobre o vídeo ou do blog em questão, por isso só vou resumir os fatos: alguém subiu um vídeo de sexo explícito no Youtube, criou uma conta no Wordpress.com e publicou lá como post. A justiça brasileira, não percebendo que o vídeo infrator já estava fora do ar, decidiu que o acesso ao site deveria ser bloqueado a nível de backbone. E essa é a parte em que me interesso.

O caso do Youtube X Cicarelli foi um pouco diferente do atual, mas não tenho dúvida de que ele serviu de precedente para a decisão do juiz que julgou o caso, que foi bloquear o endereço específico do blog.

A Abranet recebeu a comunicação judicial e reagiu como uma criança de 8 anos: “…como não é possível bloquear especificamente o endereço solicitado, o acesso a todos os sites com a extensão wordpress.com será impedido no Brasil”. Ou, com a minha contextualização, “somos estúpidos demais pra descobrir uma forma melhor, por isso nada de wordpress.com pra ninguém aqui”.

Não é possível é o escambau. Então, Abranet, como que o grande Firewall da China consegue liberar a Wikipedia.org e bloquear artigos específicos como o do Tibet? Eles também estão conectados à internet, oras. Ah, eles têm backbones mais avançados e com mais recursos? Certo. Então por que diabos vocês não compram equipamentos do mesmo cacife? Ah, não têm grana? PORRA, então pra onde vai toda essa grana afro-descendente que os usuários brasileiros de banda larga pagam?

É incrível que problemas com serviços brasileiros na virtualidade da internet acabam no mesmo ponto em que os serviços brasileiros no mundo real: pra onde vai o dinheiro. Pagamos uma das taxas mais altas do mundo pelo serviço de banda larga e os provedores que deveriam estar fazendo bom uso desse dinheiro expandindo os canais de ligação com o exterior e investindo em equipamentos de rede, simplesmente não o fazem.

Então as duas únicas possíveis razões que vejo para esse bloqueio são: 1 - os provedores não têm equipamentos bons o suficiente ou 2 - não têm pessoal treinado pra isso. AMBAS são solucionáveis com dinheiro. Infelizmente, nenhuma delas é solucionável com cara-de-pau, que parece ser uma constante na administração dos ISPs brasileiros.

Primeiro de abril na interwebs: você foi pato de quem?

A tradição de inundar a rede com mentiras e boatos a là Mr. Manson no dia de hoje já fez muita gente de besta, enfureceu leitores de blogs e enraiveceu usuários de serviços com bom-humor. O Google, por exemplo, sempre prega uma peça que nem sempre é bem interpretada pelos mais ranzinzas. Os blogs também tiram o dia pra chutar a bunda da relevância e publicar hoaxes bem elaborados (ou pelo menos na maioria das vezes).

Essa é a vantagem de ser cético: nunca ser pego numa mentira de 1º de Abril. Mas nesse ano pegaram tão leve que o ponteiro do meu medidor de ceticismo sequer se moveu. Sinal dos tempos? Medo de afastar leitores ou usuários? Ou simplesmente preguiça de se fazer algo melhor?

Este post vai ser atualizado com algumas das mentiras que chegaram ao meu leitor de feed e as respectivas falhas que me levaram a desacreditá-las.

TechCrunch processa Facebook

O costume de postar mentiras um dia anes ou um dia depois do dia primeiro pode dar credibilidade à ela. O que nem sempre é o suficiente pra nos fazer acreditar. Pensando nisso, o Michael Arrington do TechCrunch postou ontem um texto explicando o porquê da sua compania estar processando o Facebook e pedindo 25 milhões de dólares de indenização.

Pulo do gato: Pra mim é muito fácil detectar a mentira que existe em um blog processando uma rede social. D’oh.

Dica pro ano que vem: Processem uma compania grande que não tenha rede social ou relação forte com os consumidores. Empresas ISP por exemplo.

A revista Feed-se

Blogs brasileiros não ficaram em último lugar nessa corrida. Mas também não chegaram nem perto de subir no pódium. Um batalhão de blogs publicou um falso post patrocinado em que anunciavam o lançamento da Revista Feed-se, o primeiro agregador offline de feeds. O erro aconteceu exatamente no ‘batalhão de blogs’.

Pulo do gato: deu pra perceber que era balela quando doze blogs publicaram o mesmo post. E o selo de post patrocinado só piorou.

Dica pro ano que vem: restrinjam a participação à cinco ou seis no máximo. E não deixem o whois do domínio tão óbvio assim, criem uma empresa fantasma.

Revision3 foi comprada pela Foxnews

Alex e Kevin do podcast Diggnation fizeram mais do que o necessário. Divulgaram a ‘notícia’ três dias antes do que deveriam, não apareceram bebendo e se esforçaram pra fazer uma cara séria. Não deu, não é o estilo deles.

Pulo do gato: pra quem assiste o programa há mais tempo, é possível perceber quando os dois começam a mentir descaradamente. Foi o meu caso.

Dica pro ano que vem: peça sempre para o CEO divulgar a mentira. Se possível com um press release. E use uma compania mais realista. Fox news? Pff.

Virgle: Virgin America + Google

Essa sim foi uma bem elaborada. Os fundadores da empresa gravaram um vídeo pedindo pra que usuários do Youtube publicassem seus próprios vídeos dizendo por que gostariam de participar do projeto Virgle, que levará um desses felizes usuários junto com Larry e Sergey, ao planeta Marte.

Pulo do gato: o nível do absurdo.

Dica pro ano que vem: continuem assim! O questionário pra qualificação é hilário.